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CLAUDIA MATARAZZO

Antiguidades mais resistentes

Daqui para frente, chefs, donas de casa e meseiras podem voltar a ter jogos de porcelana com variadas decorações

Claudia Matarazzo | 03/11/2022, 06:45 h | Atualizado em 03/11/2022, 06:54
Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo


Poucos se deram conta, mas a partir do momento em que a profissão de “chef de cozinha” alcançou um patamar glamoroso, ocorreram mudanças significativas no mercado de mesa que muito se refletem na qualidade e bem-estar de nossa rotina.

Explico: os chefs, no intuito de valorizar sua obra, rapidamente entenderam que a comida - deliciosa, trabalhada e aromática - precisava de uma moldura que, quanto mais “única”, melhor.

Assim, seguindo a tendência do natural, começaram a usar pratos em cerâmica remetendo ao antigo, alguns mais pesados, outros com queimas “craqueladas”, cada receita com sua “marca”.

Custo-benefício - a China adorou: seus produtos que imitavam o craquelado antigo supercompetitivo inundaram as lojas de departamentos e casas. 

Mas havia um problema: tais pratos, em material mais poroso e pesado, quebram muito mais e  acumulam água tornando-o mais pesado ainda. Isso sem falar nos fungos e bolor que o tornam pouco higiênico.

As grandes empresas de porcelana perderam seus clientes praticamente da noite para o dia: subitamente era chique não ter um aparelho completo e muito bacana usar tudo meio desparelhado, informalmente. 

Não importa se o produto oferecido por marcas como Limoges e Vista Alegre e, aqui, a nossa Porcelanas Schmidt, fosse infinitamente superior (mais leve, mais resistente e mais prático para manter). 

Chefs, clientes e meseiras estavam encantados com a variedade e a aparência “retrô” remetendo a um passado mais romântico...

Balanço – em menos de três décadas, a Vista Alegre foi encampada pelo governo de Portugal para sobreviver e a maravilhosa Limoges hoje pertence igualmente ao governo francês para manter seu patrimônio imaterial e material.  Apenas a nossa Schmidt permanece, heroicamente, como empresa privada e independente.

O X da questão – A porcelana, de todos os produtos que chamamos “louçaria”, é certamente a matéria mais nobre e resistente. A Faiança esmaltada com verniz transparente e não  com esmalte branco traz a tonalidade creme que lhe dá a aparência de “louça antiga”, mas não tem a mesma qualidade. 

E a cerâmica, superartesanal feita com massas para diferentes queimas, é a mais frágil embora superdecorativa e não se presta ao uso industrial...

A boa notícia - faltava um reagente ao verniz para finalizar o processo. Algo que, além de finalizar proporcionando mais resistência, pudesse também agregar efeitos decorativos como a ilusão de envelhecimento, entre outros...

Pois a novidade chegou há pouco tempo  e promete revolucionar o mercado aquecido pela pandemia, quando vivenciamos o grande resgate das reuniões caseiras em volta da mesa. 

Sorte a nossa pois,  daqui para frente, chefs, donas de casa e meseiras podem voltar a ter jogos inteiros de porcelana  com variadas decorações: inclusive as mais rústicas, com o disputado visual envelhecido. 

Com a diferença que são muito mais econômicos em lavagem, com uma leveza que  faz diferença na vida de quem cozinha e serve e, mais importante, uma durabilidade que permitirá passar de uma geração a outra com a carga afetiva que tais objetos carregam.

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