Incêndio em Guarapari: “Estamos na reta final”, dizem bombeiros
Combate ao fogo no Parque Paulo César Vinha, em Guarapari, já dura 14 dias. Local ainda possui áreas consideradas quentes
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O combate ao fogo no Parque Estadual Paulo César Vinha, em Guarapari, está próximo de ser finalizado, segundo o Corpo de Bombeiros.
Quatorze dias dias após o início dos trabalhos, a corporação passou a usar somente os pontos de captação natural de água do parque, e calcula que o trabalho termine nos próximos dias.
“Estamos na reta final. Com a previsão de cair mais chuvas nos próximos dias, e como não vamos abandonar o cenário até que todos os pontos estejam resolvidos, nossa expectativa é que nos próximos dias, no máximo uma semana, todos esses pontos de calor sejam solucionamos”, afirma o capitão Raphael Págio, do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros.
As fortes chuvas, segundo o capitão, não chegaram a encharcar o solo do local, e por isso não foram suficientes para acabar com toda a área quente, que continua sendo resfriada diariamente.
“A chuva não resolveu, mas ajudou a resfriar. Na temperatura alta, a gente gasta mais água, e aumenta o trabalho. E com as chuvas esse trabalho foi menor”, disse Págio.
Na última segunda-feira, ainda restavam dez pontos quentes no parque. No final da tarde de ontem eram somente três.
Os bombeiros explicam que os pontos de calor não chegam a ser considerados incêndios. Eles são identificados como pontos que ainda geram fumaça, já que o solo permanece quente. O trabalho de encharcar o solo é para que o ponto não continue queimando, voltando a propagar o fogo.
O combate em torno dos pontos quentes dura mais de dez dias, já que o incêndio, com labaredas de fogo, foi contido no final do segundo dia.
“Depois que ultrapassamos a etapa da ilha de calor no Recanto da Sereia, que era uma prioridade, pois estava incomodando aquele bairro, nós voltamos para os diversos pontos de calor na fronteira entre o alagado e a mata do parque, tanto a mata pelo lado da praia, quanto a mata pelo lado da rodovia”, detalha o capitão Raphael Págio.
De acordo com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), a estimativa inicial é de que 600 hectares estejam queimados, o que equivale a 600 campos de futebol.
O número representa quase a metade da área total do parque em cinzas, sendo a maior parte de vegetação queimada, em alagado. A previsão é que em cerca de três anos o verde possa voltar a aparecer.
OS NÚMEROS
> 600 hectares foram queimados
> 14 dias de trabalho para combater o fogo e as áreas quentes
> 3 anos é o tempo previsto para a recuperação
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