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CLAUDIA MATARAZZO

A diva discreta

Elizabeth II nasceu princesa e tornou-se rainha por destino. Mas foi por mérito próprio que conquistou o patamar de diva pop

| 15/09/2022, 07:00 h | Atualizado em 15/09/2022, 07:01
Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo


Muito se falou – e ainda há de se falar – da falecida rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

Afinal de contas, não foi apenas o fato de ser rainha que a tornou tão popular, mas seu mérito e esforço próprio que transformaram uma monarquia impopular em um fenômeno quase unânime, e melhor: totalmente pop, a ponto de ter se tornado o maior produto de exportação da Inglaterra.

Antes que você diga que odeia a monarquia e não concorda com ela, afirmo que concordo com você: exceto no caso da monarquia britânica. E ainda assim, até o presente momento, graças à impressionante Lilibeth.

Que outra mulher conhecemos na história com tantas  e tão grandes conquistas pessoais? 

Começo difícil – Ao ser coroada rainha, Elizabeth, que jamais se preparara para isso, além de despreparada era muito jovem, e teve que enfrentar um bando de homens que se opunham a uma regente mulher e, para piorar, inexperiente. 

Imaginam a pressão? Em casa, o marido não era exatamente um primor de fidelidade e bom comportamento e, além de administrar filhos, teve que “aprender a dirigir a locomotiva com o trem andando”.

Humildade e bom professor – Sua majestade era muito disciplinada.  Verdade que teve como mestre o formidável Winston Churchill, primeiro-ministro e mentor, que lhe segurou as pontas até que acertasse o passo. 

O que ela fez com discrição e graça – suas maiores virtudes,  pelas quais  a humanidade se lembrará dela pelos séculos futuros.

Uma vez independente, jamais deixou de mostrar consideração a todos os que dela dependiam, ou que para sua família trabalhavam. 

Seus “súditos” eram a prioridade e missão de vida que jamais desrespeitou – ao contrário.

Muitas vezes foi criticada por não se dedicar com o mesmo afinco a “se aproximar” de seus filhos.

Rainha ou diva – Elizabeth II nasceu princesa e tornou-se rainha por destino. Mas foi por mérito próprio e muito esforço e trabalho que conquistou o patamar de diva pop. Que não é para qualquer um, veja só:

Existem mulheres poderosas pioneiras, que ousaram quebrar tabus e conquistaram o poder à custa de muita coragem e audácia, como Mahala,  Golda Meir e tantas outras que, ao longo da história, desafiaram os preconceitos e se instalaram em postos de muito poder e prestígio.

As poderosas por voto popular, como Michelle Bachelet, Angela Merkel e outras, democraticamente eleitas. E as poderosas e belas,  como Marilyn Monroe e a brasileira Gisele Bündchen.  

Duplo ou triplo poder – Há mulheres agraciadas com doses extras de poder: Carla Bruni, por exemplo, já nasceu rica e também bonita. 

A princesa Diana nasceu nobre, bonita, virou princesa e ficou muito popular. Mas Diana não tinha um milésimo da pressão e exposição da sua sogra nas costas.

Já Elizabeth viveu suas nove décadas de vida como uma grande corrida de obstáculos, sendo que  todos foram  superados graças a sua tenacidade e compostura. 

E haja compostura para lidar com tanta exposição, filhos e netos rebeldes e/ou cobrando posição, uma nação sempre dividida e ainda ganhar, ano a ano, no quesito respeito e carinho dos súditos.  

Diva sim. E discreta até o último suspiro.

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