Linha de pipa fere motoboy na orla de Camburi
Marcos Vinícius Amaro de Jesus teve cortes no nariz e no pescoço, escoriações pelo corpo e prejuízo de R$ 1,4 mil com conserto da moto
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Cortes no nariz e no pescoço, machucados pelo corpo e um prejuízo de mais de mil reais. Esse foi o resultado que linhas de pipa causaram ao motoboy Marcos Vinícius Amaro de Jesus, de 24 anos.
O jovem, que trabalha como entregador em uma sorveteria, passava de moto pela avenida Dante Michelini, na orla de Camburi, na noite da última terça-feira (23), quando sentiu os cortes no rosto.
“Fui pego de surpresa. Primeiro, senti o corte no nariz. Depois, alguma coisa me puxando pelo pescoço. Me joguei no chão com medo de acontecer algo pior”, lembra Marcos, que teve sua moto, de apenas um ano de uso, danificada após a queda.
O jovem foi socorrido por uma ambulância do Samu e encaminhado ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência (Hospital São Lucas) com escoriações nos braços e nas pernas, além de cortes no nariz e no pescoço.
Sem seguro do veículo, o motoboy lamenta não ter condições de pagar o conserto, orçado em mais de R$ 1,4 mil. “Estava fazendo dinheiro para pagar o aluguel. Agora, não sei o que fazer, porque também não posso trabalhar”, conta Marcos, que se recupera dos ferimentos.
De acordo com ele, as linhas que o atingiram são as chamadas “linhas chilenas”, ainda mais cortantes que o cerol. Ele lembra que, no momento do acidente, várias pessoas soltavam pipa na orla, inclusive ocupando os espaços da avenida, como o canteiro e a própria pista, nos dois sentidos.
A Prefeitura de Vitória não exige alvará de eventos para a prática, nem proíbe a realização da atividade na orla, “desde que seja de forma segura e organizada”. Já o uso e a comercialização de cerol e semelhantes são proibidos por lei municipal.
No entanto, o comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Fábio Rebello Alves, pontua que existem espaços impróprios para a prática, como a vegetação de restinga e, obviamente, a pista. “O calçadão deve ser utilizado da melhor maneira possível, de forma segura e que respeite o direito de todos”.
Segundo Rebello, o trabalho da guarda e dos fiscais da prefeitura é preventivo, com ações integradas de fiscalização.
Em um mês, cerca de 60 carretéis de linhas ilegais foram apreendidos. Além disso, o comandante ressalta o trabalho educativo, com abordagens orientativas.
O que diz a lei
Proibições
> A Lei nº 8.670 proíbe o uso de cerol e de qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas e de semelhantes artefatos lúdicos, para recreação ou finalidade publicitária.
> Em caso de descumprimento, a lei define multa de R$ 100 por cada conjunto de material apreendido.
> Outra lei da capital (lei nº 4.877) já proíbe, desde 1999, a comercialização de produtos como cerol e semelhantes.
Fonte: Prefeitura de Vitória.
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