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CLAUDIA MATARAZZO

Sobre banheiros e símbolos

Símbolos em cena - Alguém teve a ideia de colocar símbolos para facilitar – já que as iniciais confundiam e nem todos sabiam ler

| 18/08/2022, 10:38 h | Atualizado em 18/08/2022, 10:43
Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo



          Imagem ilustrativa da imagem Sobre banheiros e símbolos
Banheiros e símbolos |  Foto: Canva

“Por que o mictório masculino tem que ser aberto?” Essa pergunta de uma sobrinha adolescente desencadeou em mim uma série de questionamentos que compartilho aqui.

Vamos lá: meninos e homens não têm problemas em compartilhar a intimidade de urinar juntos, já meninas, desde sempre, foram educadas a virar de costas para tirar a blusa, mesmo entre meninas. Urinar então... Melhor construir a cabine.

Calma: não vou falar das diferenças de criação e liberdade entre homens e mulheres (há quem o faça muito melhor que eu).

Mas, observadora e estudante do comportamento e suas mudanças através dos tempos, houve uma época em que me divertia em fotografar as diferentes formas de indicar o gênero das cabines em minhas andanças Brasil afora. 

E bota andança nisso, assim como a criatividade, que sempre foi grande nesse quesito.

Damas e Cavalheiros – Esse é dos antigos  de quando ainda existiam damas e cavalheiros. Alguns lugares pernósticos adotavam o “Madame e Messieur”, assim mesmo, em francês, e naturalmente apenas uma fração da população entendia.

Masculino e Feminino – Também era usado (ainda não existiam tantas variações de gênero) mas muito gente errava quando colocavam iniciais: o “M” de masculino era confundido com o “M” de mulher. Embora o “F” de feminino nunca fosse confundido com nada nem o “H” de homens.

Símbolos em cena - Alguém teve a ideia de colocar símbolos para facilitar – já que  as iniciais confundiam e nem todos sabiam ler.

Netuno  de um lado e  de outro uma sereia, e lá entravam as mulheres na portinha da sereia. Em restaurantes indianos lembro que parava perplexa  para decifrar as gravuras penduradas a porta, sempre com turbantes e véus.  

E entrava na do véu, embora adore um turbante, a ponto de me casar com um lindo todo enfeitado com flores no lugar do tradicional véu de tule...

Penava um pouco nos restaurantes chineses com gravuras antigas de homens com  longos rabos de cavalo – e as mocinhas com os mesmos olhinhos puxados. Mas acabava acertando a entrada. 

Ultimamente  com o design mais estilizado,  vi um que amei: dois triângulos que podiam ter várias leituras. Em uma porta  estava sobre uma cabeça e virava um lacinho  e na outra, no pescoço, uma gravata borboleta. Fotografei, mas não me atrevi a publicar: muita gente diria que isso é sexista e que, em tempos  de “todes” e de banheiros unissex, esse tipo de coisa é um retrocesso. E é mesmo.

Será loucura pensar em banheiros unissex civilizados? Acho que não. E antes que falem em “segurança”, etc, sugiro que  em vez de tanta diferença  de portas para “homens e mulheres”  tenhamos  uma porta especial para “crianças menores e seu acompanhante”, um fraldário com idade estendida...

Talvez seja salutar aprender a  conviver com a intimidade – e, voltando à pergunta de minha sobrinha, um bom ponto de partida seja finalmente adotar mictórios masculinos em cabines, por que não?

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