Casal constrói motorhome para aventura de 50 mil km até o Alasca
Junto há seis anos, o casal de engenheiros Thayná Vervloet, de 32 anos, e Pedro Curbani, de 33, decidiu realizar uma mudança radical de vida.
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Junto há seis anos, o casal de engenheiros Thayná Vervloet, de 32 anos, e Pedro Curbani, de 33, decidiu realizar uma mudança radical de vida.
Com a sensação de sufocamento causada pela pandemia, eles resolveram deixar os empregos para construir um motorhome e viajar até o Alasca – um trajeto de cerca de 50 mil quilômetros.
“A gente perdeu a liberdade de ir e vir. Foi um momento de muita reflexão. Percebemos que tinham muitas coisas que gostaríamos de fazer, então decidimos sair do trabalho e viajar”, revelou Thayná.
O casal, que é natural de Vitória, construiu o motorhome em um ano e quatro meses. “Compramos ela em fevereiro de 2021 e fizemos todas as alterações até junho desse ano. Foi quando começamos nossa aventura”, contou Pedro.
De Vitória ao Alasca, a ideia do casal é passar por 17 países em cerca de dois anos. “Hoje estamos em Saquarena, no Rio de Janeiro. Daqui, a ideia é partir para o Sul do Brasil até a fronteira com o Uruguai. Depois descemos pela Argentina até Ushuaia”, diz Thayná.
Segundo ela, as pessoas chamam Ushuaia de “o fim do mundo”. “É o lugar mais ao sul das Américas e o ponto mais perto da Antártica. Lá conseguimos metade de um carimbo, que será completado quando chegarmos ao Alasca”.
Mas se engana quem pensa que o casal está sozinho nessa aventura. A cadelinha Nalu foi adotada no meio da preparação para a viagem. “Ela apareceu quando estávamos construindo a van. Começamos a cuidar e nos apegamos. Tivemos que adaptar algumas coisas por causa dela, mas é super tranquilo”.
O casal chama o projeto de “slow trip”, isso porque a ideia é realmente se inserir na cultura de cada lugar visitado. “A gente prefere ficar cinco dias em um lugar do que passar por cinco lugares em um dia”, afirmou Pedro.
“A gente espera chegar lá na frente e falar: 'caramba, olha tudo o que vivemos'. Aprender coisas novas e expandir nossas mentes em relação a forma de viver ou trabalhar”, ressalta Thayná.
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