Como pedir favor com sucesso
Claudia Matarazzo
Se você é dessas pessoas que prefere morrer a pedir um favor a um amigo talvez seja o caso de continuar a ler. Já se você é daqueles que não pensa duas vezes e vive acessando conhecidos e familiares para uma “ajudinha”... beleza.
Masssss... talvez reduzir um pouco os pedidos e melhorar a abordagem melhore muito sua popularidade e sucesso no objetivo final.
Existem vários perfis dos que pedem favores: tem o que implora, o que fala brincando, o folgado, o que já infere que você vai atender, o super formal e o que não pede mesmo quase morrendo de necessidade – entre outros.
Não é pecado. Sim, pedir favor não é pecado, faz parte do relacionamento entre pessoas que se conhecem (mais ou menos, socialmente ou apenas no trabalho) e acredite: se for algo possível, e colocado da maneira certa, ninguém vai se incomodar tanto assim e ajudar pode ser muito gratificante.
“Fico sem graça”. Só você? A maioria das pessoas não ama reconhecer que precisa de um favor, maior ou menor, não importa. O que é uma grande bobagem, afinal, a vida é longa e, principalmente, você sempre poderá retribuir o que te fizeram.
E não, não precisa ser imediatamente. Você pode, no futuro, retribuir quando e como puder. Abaixo algumas dicas para otimizar esse momento.
Seja educado e direto/a – Ajuda muito e, se possível, já faça uma oferta irresistível: “Preciso ir ao supermercado, você se incomodaria de ficar com a bebê por uma hora? Posso aproveitar e fazer alguma compra que você precise lá”.
Sem aumentar a urgência – Não faça parecer algo que vai pesar. Por exemplo, não adianta falar “sei que você está super ocupado/a, mas será que consegue um tempo em sua agenda para me ajudar a entender esse projeto? É que é urgente”... Muito melhor: “Estou finalizando o projeto x e como você é um craque nisso, queria que você desse uma olhada antes de entregar para saber sua opinião”.
Se foi você quem fez favores – Jamais discuta ou comente o que já fez para alguém. Nem para íntimos. É deselegante, para dizer o mínimo, e faz parecer que você espera algo em troca.
Não abuse – É muito frequente com amigos de médicos ou de funcionários públicos. Uma coisa é fazer duas perguntas sobre sua saúde. Outra, muito diferente, é acessar a pessoa como seu médico particular sem jamais pagar uma consulta. Nunca peça de graça algo que a outra pessoa “vende” para sobreviver. Desconto de amigo é uma coisa, cara de pau é outra.
No caso dos funcionários públicos: sei por irritante experiência que as pessoas esperam que você resolva os mais variados problemas apenas por “estar no governo.” De convites a show a audiências, acham que você pode tudo. Aprendi a dizer não de cara - ou encaminhava pelos trâmites de praxe. Se reclamavam, respondia que não podia fazer nada. O que, aliás, é verdade.
Ofereça uma saída – Meio que assim: “Nem esquente a cabeça, se não der, super entendo”.
Aceite “não” e lembre que não é pessoal, muitas vezes a pessoa simplesmente não tem como te atender.
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Claudia Matarazzo,por Claudia Matarazzo