Caixa morta em assalto na Serra era irmã do dono do supermercado
A caixa, que morreu após ser baleada durante um assalto na tarde de sábado (15), em Nova Carapina II, na Serra, era irmã do proprietário do supermercado. Nauzeti Honorino Manoel tinha 46 anos. O vigilante do estabelecimento ficou ferido.
O crime aconteceu por volta das 16 horas. Nauzeti chegou a ser socorrida e levada para a UPA de Serra Sede, onde morreu. O corpo dela foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória por volta das 9 horas deste domingo (16).
O marido e o irmão da vítima estiveram no local para reconhecer o corpo de Nauzeti. Muito abalados, nenhum deles quis dar entrevista à reportagem.
O assalto
Testemunhas contaram que os criminosos chegaram em um carro. Eles estavam em três, desceram do veículo e já anunciaram o assalto. Enquanto recolhiam o dinheiro dos caixas, o vigilante do estabelecimento atirou para tentar impedir o assalto.
Os criminosos revidaram e, a partir daí, teve início uma troca de tiros.
De acordo com os moradores do bairro, segundos depois, os assaltantes retornaram ao supermercado e efetuaram mais disparos. Os tiros acertaram também a fachada de uma igreja, que fica ao lado do estabelecimento.
Na manhã deste domingo o supermercado estava de portas fechadas e na porta havia um bilhete informando o luto. Outro bilhete, sobre exigência do uso de máscara no estabelecimento, estava com a marca de um dos tiros. Na rampa de acesso ao comércio, havia marcas de sangue.
Nauzeti foi socorrida por populares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Serra Sede, mas não resistiu. A notícia da morte chegou horas depois que ela deu entrada no hospital.
O vigilante foi socorrido por uma ambulância do Samu e encaminhado para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência São Lucas, em Vitória.
Segundo moradores da região, o supermercado é novo no bairro, tendo sido inaugurado há dois anos. Foi o primeiro assalto no local.
De acordo com a Polícia Civil, o caso seguirá sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). Até o encerramento a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido detido. Detalhes da investigação não foram divulgados.
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