Ciência comprova que a fé ajuda na cura, diz médico
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A fé colabora no processo de cura de várias doenças. É o que afirma o urologista José Genilson Ribeiro, professor de Medicina e Espiritualidade na Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele ressalta que essa relação já é provada pela ciência.
“É preciso ver a fé de uma maneira racional, que ela é uma ciência. A fé cria um mecanismo psicológico de tal maneira que permite superar as dificuldades, mais do que a pessoa que não tem fé”, explica.
O professor lembra ainda que existe uma especialidade da medicina, chamada Psiconeuroimunobiologia, segundo a qual, os pensamentos, as emoções e os sentimentos, sejam positivos ou negativos, influenciam na biologia.
“Um biólogo americano chamado Bruce Lipton, mostrou que as proteínas das membranas nas nossas células funcionam como verdadeiras antenas que captam as mensagens físicas, químicas ou biológicas e transmitem essas mensagens para nosso código genético, que produz proteínas estruturais ou enzimas, que vão modificar as nossas reações químicas”, cita.
O médico frisa que há pesquisas confirmando que a prática da oração ajuda as pessoas a melhorarem.
“Uma pesquisa mostrou que, quando o grupo de orações orava pelos pacientes de UTI, mesmo sem eles saberem, a recuperação era melhor. Forma uma vibração elevada, ou seja, o desejo de ajudar a servir manda a mensagem, que, de uma maneira ou de outra, cria um campo informacional que beneficia os pacientes”, diz.
“Há uma relação da religiosidade, da prece de outras pessoas, da corrente de oração que influencia na cura. Isso não é religião, isso é ciência. É uma mudança de paradigma importante”, completa.
Segundo o médico Otílio Canuto, que atua na UTI do Hospital Evangélico de Vila Velha, é reconhecido pela medicina que pacientes otimistas, que pensam positivo, têm prognóstico melhor.
“Então, a fé tem, sim, um fator que contribui para a melhora. O paciente tende a lutar mais, acreditar mais. Com isso, produz menos adrenalina, o organismo reage à doença e, por muitas vezes, tem um desfecho melhor”.
A intensivista Dyanne Dalcomune, da Rede Meridional, diz que a visão mais moderna e humana da UTI estimula e favorece o exercício da fé e da religiosidade. “Precisamos trabalhar o paciente como um todo. Isso envolve a fé, a prática dessa religiosidade dele e tem efeito positivo”.
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