Alimentação e fertilidade
Gabriela Rebello
No próximo domingo, 15 de agosto, comemoramos o Dia da Gestante. E hoje, vamos aproveitar a data para conversarmos sobre um assunto muito polêmico e que acaba gerando dúvidas em muitas pessoas, a fertilidade.
Devido à correria do dia a dia, muitos homens e mulheres não dão a devida atenção ao que comem. É frequente encontrarmos situações com consumo inadequado de muitos nutrientes e, por outro lado, um excesso de alimentos ultraprocessados, açúcares, gorduras e sódio, somado ao sedentarismo e às vezes ao uso do álcool e de cigarro.
Atitudes que prejudicam em muito o processo de fertilidade. Ou seja, bons hábitos de vida não só favorecem como também aumentam as taxas de sucesso dos tratamentos de fertilização.
Fertilidade é a capacidade de reprodução humana, nas mulheres está associada ao fato de engravidar (liberação de óvulos que possam ser fecundados) e nos homens associamos à fertilidade, a capacidade de produzir espermatozoides que fecundam os óvulos.
A infertilidade afeta um a cada 10 casais em idade fértil e pode ter muitas causas, algumas de origem nutricional. Tanto o baixo peso e o sobrepeso quanto à obesidade são fatores importantes que comprometem a fertilidade (masculina e feminina), alterando a ovulação ou diminuindo o número e a qualidade de espermatozoides.
E pensando em hábitos alimentares, se você pretende aumentar os herdeiros da família, sugiro que reveja o que tem colocado no prato. A gordura trans está relacionada com aumento de 73% de risco de infertilidade, isso vale também para alto índice glicêmico dos alimentos, associado há um maior risco.
Por isso, ao comprar produtos industrializados, escolha aqueles “livres de trans”. O mercado está trocando essa gordura por óleo de palma ou adotando a interesterificação, gorduras que também não fazem nada bem para o nosso organismo.
Adote uma alimentação balanceada, com frutas, verduras e legumes, buscando sempre a variação dos alimentos. Gorduras boas e o ácido fólico não podem faltar nessa batalha: azeite, salmão, sardinha, linhaça, abacate e amêndoa. Essas gorduras facilitam a penetração do espermatozoide e a saída do embrião, que vai se implantar no útero.
O ácido fólico é importante desde a fecundação até o fim da gestação, pois ajuda na formação do sistema nervoso do feto. Ele ainda é eficaz na manutenção da gravidez, principalmente nos três primeiros meses, quando o risco de aborto natural é maior. Fígado, vegetais verde-escuros (espinafre, agrião) e levedo de cerveja são boas fontes.
Embora existem nutrientes que são diretamente relacionados com a fertilidade, como zinco, vitaminas do complexo B, selênio, vitamina E, Vitamina A, colesterol, magnésio, ômega 3, entre outros, devemos lembrar que os nutrientes só agem em conjunto. A carência ou excesso de qualquer nutriente irá interferir na ação dos outros, desequilibrando suas funções.
Uma alimentação equilibrada em qualidade e quantidade, assim como a regularidade (comer em intervalos regulares de duas a três horas), ingestão de líquidos adequada, priorizar alimentos naturais ao invés dos industrializados são táticas para quem quer manter ou aumentar a fertilidade.
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Com Gabriela Rebello