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Zeca Pagodinho: “O mundo está ficando chato!”

Entretenimento

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Zeca Pagodinho: “O mundo está ficando chato!”


"Gosto de ir à feira, de sair, de encontrar com as pessoas. Hoje tudo é selfie. Você está lá, numa boa tomando cerveja, quando vem um pedindo para tirar foto”, disse (Foto: Guto Costa / Divulgação)
"Gosto de ir à feira, de sair, de encontrar com as pessoas. Hoje tudo é selfie. Você está lá, numa boa tomando cerveja, quando vem um pedindo para tirar foto”, disse (Foto: Guto Costa / Divulgação)

Ter liberdade para tomar “uma gelada” com os amigos. Ir à feira. Fazer um brinde depois de mandar um som com a rapaziada que chega no portão de casa...

São mais de quatro meses sem Zeca Pagodinho, de 61 anos, desfrutar desses simples prazeres da vida. Em entrevista ao AT2, ele lamenta: “Eu queria poder ver meu público, fazer um brinde com ele. Mas nem isso pode mais! O mundo está ficando chato!”.

O cantor e compositor carioca tenta se convencer de que não há muito o que fazer e desabafa: “Ainda bem que tem um monte de gente fazendo a mesma coisa”.

“Rueiro” assumido e apaixonado por Xerém, Pagodinho segue obediente. É “deixar a vida levar”, como canta em um dos seus grandes hits.

Tiraria o roupão e as meias para dar um rolezinho? “Nada! Estou em casa! Tenho muita coisa para viver neste mundo ainda! Tenho medo dessa coisa. Quem é que não tem?”, diz.

Mas o show tem que continuar, mesmo que no mundo virtual. Por isso, neste domingo (09), às 17h, em seu canal no YouTube, ele fará uma live em homenagem ao Dia dos Pais.


ENTREVISTA | Zeca Pagodinho, cantor e compositor
“Qual a mensagem deixada por tudo isso?”


AT2 - Como tem passado?
Zeca Pagodinho - Está tudo muito chato, né? Ainda bem que tem um monte de gente fazendo a mesma coisa, né? Estou doido para ir ver a rua, ver meus amigos, cantar, tomar uma cerveja.

Amanhã tem encontro virtual marcado com a galera para celebrar o Dia dos Pais. O que preparou para a live?
Vou fazer o repertório do “Mais Feliz”, uma turnê que mal começou e teve que parar, devido à pandemia. O show está tão bem montado, legal… O disco está tão fresquinho! Vamos trabalhar ele.

Mais feliz. É o jeito Zeca de ser?
Sim. Essa canção é do Toninho Geraes e Paulinho Rezende, que dá nome ao disco. Gosto de levar a vida de forma feliz: com festa, bebida, histórias. Minha vida é assim.

“Estou com uma saudade louca dos palcos!”, afirma Zeca, que teve de interromper a turnê “Mais Feliz” por causa da pandemia (Foto: AGNews)
“Estou com uma saudade louca dos palcos!”, afirma Zeca, que teve de interromper a turnê “Mais Feliz” por causa da pandemia (Foto: AGNews)

É íntimo da tecnologia ou precisa de ajuda técnica para que tudo aconteça?
Não, não. Não gosto de nada disso. Não sei mexer, não gosto. Quando vou participar de uma live, ou uma entrevista, meu filho tem que vir para cá para me ajudar. Não tenho saco para isso. Essas coisas são chatas.

Gosto de ir à feira, de sair, de encontrar com as pessoas. Hoje tudo é selfie. Você está lá, numa boa tomando uma cerveja, quando vem um pedindo para tirar foto. Por isso que gosto de Xerém. Lá, ninguém faz isso. Se por um acaso acontecer, pode ter certeza de que não é de lá!

Acha que as pessoas estão deixando de curtir os momentos para registrá-los?
Sim! Vejo isso nos shows. Todo mundo com o celular na mão. Me pergunto: esse povo está aqui para assistir ao show ou para gravá-lo?

Nem curte mandar um “zap”? Fazer parte do grupão da família?
Não tenho isso! Atendo e ligo. Aprendi esses dias a fotografar com o celular. Agora, posso tirar fotos dos meus netos, dos meus bichos.

Durante estes mais de quatro meses de quarentena, ficou em Xerém ou na Barra da Tijuca?
Fiquei três meses e 20 dias no apartamento e, agora, estou em Xerém. É bem melhor! Tem quintal, meus bichos, espaço. Mais liberdade.

Mas foi no seu apartamento, na Barra da Tijuca, que fez a foto do look do dia: roupão, touca e meias.
Foi, sim. Foi sem querer aquilo... (Risos) Uma brincadeira. É bem eu ali.

O que tem feito para se distrair? Música?
Não fiz. Vejo TV, fico no quintal, olho meus porquinhos, galinhas… Chega um de longe e toma uma cachaça. Eu li meu livro. É bom saber da minha própria história. (Risos)

Já disse que tem receio de esquecer as letras das canções. Não faz um som em casa?
Não faço. Porque não tem quem toque. Não mexo em instrumentos há muitos anos. Estou com uma saudade louca dos palcos!

Parou para pensar em tudo isso, procurando respostas para essa pausa mundial?
Pois é, só Deus sabe o que vai acontecer. Mas me pergunto o tempo todo: O que é isso? Qual a mensagem deixada por tudo isso?

São 61 anos, com muita história para contar. Sua vida já foi um musical (“Zeca Pagodinho – Uma História de Amor ao Samba”) e há projeto de filme. É isso?
Sim, mas ainda não tem nada certo.

Falo de Vitória, Espírito Santo. Gosta daqui?
Olha! Demais! Quantos shows já fiz por aí! Faço shows no Espírito Santo desde a época do Bosque. Aqui, em Xerém, tem muita gente daí. Tem de Muqui, Guarapari... Me sinto em casa quando vou aí.

O Estado chega a ser sua rota para passeio?
Não dá tempo para passear. Na verdade, vivo a vida toda passeando.

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