search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Vulnerabilidade a medicamentos
Doutor João Responde

Vulnerabilidade a medicamentos

Enquanto o corpo envelhece, o espírito amadurece, pois ninguém é demasiadamente idoso para que não possa nutrir esperança. Vulnerabilidade a medicamentos fragiliza a saúde do paciente geriátrico.

Iatrogenia é qualquer alteração patológica indesejada, provocada por algum tipo de tratamento.

Trata-se, portanto, de uma resposta nociva e não intencional ao uso de um fármaco que ocorre em associação a doses normalmente empregadas para profilaxia, diagnóstico e tratamento.

Podemos citar, por exemplo, a queda repentina de pressão, em decorrência de interação entre duas drogas, causando tontura e desmaio.

Idosos são mais susceptíveis à iatrogenia, já que costumam tomar muitos medicamentos.

Em decorrência de diversas comorbidades, remédios são usados diariamente para tratamento de várias doenças. Um vovozinho pode ser diabético, ter níveis de colesterol acima do recomendado e sofrer de osteoporose.

Além disso, de vez em quando ele tem azia e fortes dores de cabeça. Por fim, costuma ser orientado por leigos, que deveria tomar vitaminas com o propósito de melhorar a memória.

Além dos fármacos prescritos pelos médicos, existe a automedicação. Nessas situações, a possibilidade do surgimento de iatrogenia, gerando confusão mental, hipotensão, problemas renais e processos alérgicos, é enorme.

Embora o uso de medicamentos cresça com o envelhecimento, a maioria dos fármacos prescritos nessa etapa da vida nunca foi testado na população idosa. A quase totalidade de ensaios clínicos é realizada com voluntários abaixo de 70 anos.

A ocorrência de efeitos adversos, o uso concomitante de vários medicamentos, além da dificuldade natural em se conseguir voluntários idosos que aceitem o risco de avaliar novas drogas são alguns dos motivos utilizados para justificar a falta de interesse pela indústria farmacêutica em testar drogas na terceira idade.

Paradoxalmente, a população que mais utiliza medicamentos, em virtude do aumento da prevalência de doenças, é a que menos possui estudos clínicos avaliando o impacto da utilização dos fármacos.

Como se não bastasse, essa faixa etária é a que mais apresenta efeitos colaterais aos remédios, com consequente elevação da taxa de mortalidade.

Mudanças fisiológicas provocadas pelo envelhecimento podem gerar alterações na absorção de drogas. Estas incluem diminuição da motilidade esofágica, retardo do esvaziamento gástrico e queda na produção de saliva.

Drogas absorvidas em meio ácido, como suplementos de ferro, por exemplo, têm sua absorção prejudicada no idoso.

Com o aumento da população idosa, torna-se necessário o reconhecimento das particularidades do paciente geriátrico diante das condutas terapêuticas.

Tal procedimento é importante para diferenciar entre mudanças que ocorrem de maneira natural com o envelhecimento, daquelas oriundas de processos mórbidos.

Saber lidar com a vulnerabilidade do ancião é trocar precipitação por precisão. A pressa é o tempo que perdeu a calma.

Conteúdo exclusivo para assinantes!

Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

Matérias exclusivas, infográficos, colunas especiais e muito mais, produzido especialmente pra quem é assinante.

Apenas R$ 9,90/mês
Assinar agora
esqueceu a senha?

últimas dessa coluna


Exclusivo
Doutor João Responde

Riscos da polifarmácia em idosos

Assim que entrou no consultório, um senhor de idade avançada respondeu ao meu cumprimento, dizendo: “Desculpe-me, doutor, mas eu não te escuto, não te vejo e não te entendo”. Depois disso, o …


Exclusivo
Doutor João Responde

A guardiã que protege o cérebro

O cérebro analisa todos os estímulos que vêm dos órgãos internos, da superfície corporal, dos olhos, ouvidos, nariz e da boca. Ele responde a esses estímulos corrigindo a postura corporal, o …


Exclusivo
Doutor João Responde

Funções do ferro no organismo

O ferro é conhecido como nutriente essencial, desde 1860, e até hoje o interesse pela anemia causada por ele continua imbatível. O ferro é o mineral mais estudado e descrito na história. Sendo o …


Exclusivo
Doutor João Responde

Dor de cabeça tensional

Nervosismo pode provocar dor de cabeça e dor de cabeça costuma gerar nervosismo. Estresse e cefaleia são habitualmente usados como sinônimos. Existem vários tipos de dor de cabeça, mas a maioria é …


Exclusivo
Doutor João Responde

As agoniantes cistites

“Estou urinando de meia em meia hora”, queixou-se minha paciente. “Na verdade, parece que vou verter um oceano de urina, mas acabo eliminando apenas algumas gotas, sempre acompanhadas por uma …


Exclusivo
Doutor João Responde

Tranquilizante causa dependência

Algumas pessoas que têm dificuldade para enfrentar as vicissitudes da vida procuram um médico, solicitam receita de um calmante e depois não conseguem mais viver sem ele. Quando a caixa termina, …


Exclusivo
Doutor João Responde

Reações a medicamentos

É muito frequente o uso do vocábulo remédio como sinônimo de medicamento. No entanto, eles não significam a mesma coisa. Remédio é qualquer tipo de cuidado utilizado para tratar doenças, aliviando …


Exclusivo
Doutor João Responde

O desconfortável soluço

O incômodo soluço surge em situações e momentos mais impróprios. Trata-se de uma contração vigorosa e involuntária do diafragma, músculo responsável pela inspiração e que separa o tórax do abdômen. …


Exclusivo
Doutor João Responde

Limitações da telemedicina

A medicina se alimenta de informação. Ausência de dados compromete o diagnóstico e o tratamento. O médico pode utilizar um ambiente virtual para centralizar as informações do paciente, facilitando o …


Exclusivo
Doutor João Responde

Pneumonia silenciosa

Pneumonia é um tipo de inflamação que afeta os pulmões, geralmente relacionada a uma infecção. De modo geral, o quadro começa com alguma gripe que não é bem tratada, fazendo com que a imunidade do …


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados