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Veterinária que morreu por “doença da urina preta” tem órgãos doados

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Veterinária que morreu por “doença da urina preta” tem órgãos doados


Priscyla adoeceu no dia 18 de fevereiro, após um almoço em família que foi servido peixe arabaian (Foto: Reprodução / Instagram )
Priscyla adoeceu no dia 18 de fevereiro, após um almoço em família que foi servido peixe arabaian (Foto: Reprodução / Instagram )
A família da médica veterinária Priscyla Andrade, de 31 anos, vítima da síndrome de Haff (conhecida como “doença da urina preta”), autorizou a doação de órgãos, após a constatação da morte cerebral, na manhã desta quarta-feira (4), no Real Hospital Português, localizado na área central do Recife. A informação é do portal Uol.

Foram doados o coração, o fígado, os rins e as córneas dela. Os órgãos foram coletados após exames de protocolo, realizados pelos médicos da Central de Transplantes de Pernambuco.

A mãe da veterinária, a empresária Betânia Andrade publicou uma homenagem à filha nas redes sociais.

“O céu hoje estará te recebendo com muita luz na casa do Pai e aqui jamais esqueceremos da sua humildade, caráter, da sua eficiência como profissional. Seu sorriso vai ficar na minha memória eternamente”, escreveu.

Uma das irmãs de Priscyla, Alyne Andrade também fez um um post em homenagem à veterinária. “Meu amor, você é luz por onde passa, e hoje essa luz irá iluminar o céu, dia e noite. Tenha certeza de que todos nós ouvimos suas mensagens sobre a vida e não iremos baixar a guarda […]”, disse.

Entenda o caso

A doença de Haff está associada à ingestão de crustáceos e pescados – no caso de Pryscila, foi o peixe da espécie arabaiana. O principal sintoma é o escurecimento da urina, que chega a ficar da cor de café.

A mãe da vítima relatou que, apesar de terem apresentado sintomas característicos, a síndrome de Haff só foi diagnosticada no dia 20. A doença também detectada em Flávia, a irmã de Pryscila, mas ela ficou estável e voltou pra casa no dia 24.

Pryscila seguiu internada na UTI, com o estado de saúde mais delicado. Ela ficou com o fígado comprometido, os rins paralisados e com água no pulmão, de acordo com Betânia Andrade. Pryscila era médica veterinária e especialista em odontologia equina. Atleta de vaquejada, praticava o esporte pelo haras Maria Bonita, em Sergipe.

As outras três pessoas que também ingeriram o peixe estão sendo monitoradas e não necessitaram de internamento em hospital. O caso está sendo investigado pela Sesau (Secretaria de Saúde do Recife) e pela SES-PE (Secretaria Estadual de Saúde).

Síndrome de Haff

A síndrome pode evoluir rapidamente: os primeiros sintomas surgem entre 2 e 24 horas após o consumo de peixe e causa, principalmente, a ruptura das células musculares. Além da urina preta, entre os principais sinais da doença estão a dor e rigidez muscular, dormência, perda de força e falta de ar.

A hipótese mais aceita é que a enfermidade seja causada por alguma toxina biológica termoestável (ou seja, que não é destruída pelo processo normal de cozedura) presente em peixes de água doce e crustáceos.

A substância não altera o sabor ou a cor do alimento, o que facilita a contaminação. Alguns frutos do mar que foram consumidos por pacientes diagnosticados com a síndrome incluem espécies como o tambaqui, pacu-manteiga, pirapitinga e lagostim.

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