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Vereadores vão usar salário em pensão, dízimo e negócios

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Política

Vereadores vão usar salário em pensão, dízimo e negócios


Léo Pindoba quer ampliar seus negócios no comércio, e Devacir Rabello vai manter a pensão da filha em dia (Foto: Fábio Nunes/AT)
Léo Pindoba quer ampliar seus negócios no comércio, e Devacir Rabello vai manter a pensão da filha em dia (Foto: Fábio Nunes/AT)

Os novos vereadores da Grande Vitória já sabem com o que vão gastar seus salários como parlamentares. A lista de prioridades inclui realizar o sonho da casa própria, investir em negócios pessoais, manter-se fiel ao pagamento do dízimo e também pagar a pensão de filhos.

É o caso do vereador de Vila Velha Devacir Rabello (DC). Ele cita que, além de usar sua remuneração para pagar a mensalidade de sua faculdade, quer manter a pensão da filha em dia e pagar o dízimo à igreja que frequenta.

“Faço faculdade de Gestão Pública, porque quero me qualificar como parlamentar. Também vou utilizar o dinheiro para pagar a pensão da minha filha de 12 anos, e continuarei pagando dízimo à igreja e ajudando projetos sociais, que auxilio há mais de uma década”.

Também em Vila Velha, o parlamentar Léo Pindoba (PTC) quer pagar sua faculdade, mas além disso deseja ampliar seus negócios na área do comércio:

“Preciso pagar o financiamento do meu curso de Direito primeiro, mas quero aproveitar para fazer alguns investimentos e continuar minha carreira como comerciante. Tenho uma vida fora da política e quero conciliar as duas coisas”.

Já na Serra, Pablo Muribeca (Patriota) afirmou que quer utilizar seu salário para continuar um projeto social que iniciou com os amigos no município.

“Durante a pandemia, criei o projeto 'Vírus do Bem', voltado para realizar doações de forma 100% voluntária a quem precisa. Neste primeiro momento, quero dar mais força a esse projeto e também desenvolver outros para ajudar a população que mais precisa”, frisou o parlamentar.

Moradia

Em Vitória, a vereadora Camila Valadão (Psol) quer realizar o sonho de ter uma casa própria. Ela conta que mora na casa da sogra, e quer se organizar para ter sua própria moradia. “Faz cinco anos que planejo com meu marido de guardar dinheiro com esse objetivo. Agora, posso me organizar para tornar realidade”, revelou.

A vereadora se tornou mãe recentemente e já pensa em reservar uma quantia para o futuro do filho. “Quero ter condições de financiar os estudos dele, portanto farei um planejamento para guardar sempre um pouco com esse objetivo”, salientou Valadão.

Carros, cursos e projetos sociais na lista

Armandinho disse que vai investir em sua qualificação profissional (Foto: Fábio Nunes — 01/01/2021)
Armandinho disse que vai investir em sua qualificação profissional (Foto: Fábio Nunes — 01/01/2021)

A lista de prioridades dos vereadores também inclui projetos sociais, pagar cursos de ensino superior e comprar um carro para poder se locomover com mais agilidade na cidade.

O vereador de Cariacica Paulo Foto (Pros), explica que possui filhos na faculdade, e quer garantir que os mesmos não tenham problemas em finalizar seus cursos.

“Vou aproveitar para garantir o pagamento das despesas deles nesse sentido. Também pretendo continuar pagando o dízimo e penso em comprar um carro, já que não tenho um e seria uma forma de facilitar minha locomoção pela cidade durante o mandato”.

Em Vitória, o vereador André Brandino (PSC) é empreendedor do ramo de reciclagem e conta que, antes de se tornar vereador, retirou durante anos parte de sua receita para apoiar projetos sociais no município, e agora irá usar o salário de vereador para esse fim.

“Escolinhas esportivas, atletas promissores da cidade, equipes esportivas, suporte aos animais... Meu salário será destinado a essas e outras demandas sociais. O salário não vai me trazer benefícios próprios, mas ajudará a manter os projetos sem mexer na minha renda pessoal”, afirmou.

O também vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Cidadania), explica que, além de pagar o dízimo na igreja, vai investir em sua qualificação profissional.

“Quero estudar e investir na minha formação para retribuir para a cidade. Vou pagar as mensalidades do MBA que estou cursando com esse salário, porque se estou como vereador, preciso me qualificar para os desafios profissionais. Fora isso, vai servir também para pagar minhas contas de casa”.


Plano dos Vereadores


Vitória

Armandinho (Cidadania)
Disse que vai pagar o dízimo à igreja e pagar mensalidades da pós-graduação MBA que está cursando.

Duda Brasil (PSL)
Disse que Vai usar o salário para organizar a vida financeira familiar.

André Brandino (PSC)
vai apoiar projetos sociais, o que já fazia com a receita de sua empresa.

Leandro Piquet (Republicanos)
Disse que Vai cuidar da saúde do filho de um ano de idade.

Karla Coser (PT)
Vai apoiar projetos sociais e fazer uma reserva para o futuro.

Camila Valadão (Psol)
quer comprar uma casa e financiar os estudos do filho.

Vila Velha

Léo Pindoba (PTC)
Quer pagar a faculdade de Direito que fez via financiamento e investir no setor do comércio.

Devacir Rabello (DC)
vai pagar a pensão da filha, pagar o dízimo na igreja e pagar sua faculdade em Gestão Pública.

Renzo Mendes (PP)
Vai investir em cursos para aprimorar seu conhecimento.

Serra

Pablo Muribeca (Patriota)
Pretende continuar com o projeto social “vírus do bem” e desenvolver outros projetos para ajudar a comunidade.

Cariacica

Paulo Foto (PROS)
Pagar o dízimo, pagar a faculdade dos filhos e comprar um carro.


Análise

Fabricio Azevedo,
professor de Finanças da Universidade Vila Velha

“O parlamentar deve ter pé no chão e entender que, a vida que ele vivia antes de se tornar vereador, pode voltar a ser a sua realidade depois desse período trabalhando na Câmara. Então, ele deve ter atenção a duas coisas: construir contatos e fazer sua reserva financeira.

A área na qual ele vai atuar é uma área favorável para a construção de contatos, que vão possibilitar que ele possa ter novos projetos com mais facilidade, caso não seja reeleito.

Além disso, esse salário de vereador não vai ser para sempre. Então, o importante é guardar sempre uma quantia de modo que seja possível, após o término do mandato, sobreviver por pelo menos seis meses até conseguir uma nova recolocação”.

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