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Caçadores de relíquias em imóveis no centro de Vitória

Corretores contam que tem crescido a procura por apartamentos antigos na região por conta do preço e do estilo


Imagem ilustrativa da imagem Caçadores de relíquias em imóveis no centro de Vitória
Isabella Menescal diz que pessoas ligadas ao meio cultural e artístico se identificam com o bairro |  Foto: Kadidja Fernandes / AT

O que é antigo chama a atenção, e apartamentos no coração de Vitória são um exemplo disso. Especialistas apontaram que tanto o público mais jovem quanto o mais velho, considerados “caçadores de relíquias”, têm interesse em adquirir um imóvel “retrô” na região.

O corretor Alex de Morais disse que, na maioria das vezes, os mais interessados são recém-casados, que buscam viver a cultura que o Centro proporciona. O custo-benefício também é algo visado.

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“Os jovens estão olhando aqui para o Centro por termos imóveis de 100, 200 metros quadrados dentro de um valor muito acessível para uma geração que está iniciando sua vida profissional”, afirmou.

De acordo com a corretora de imóveis, arquiteta e urbanista Isabella Hautequestt Menescal, outro perfil que busca bastante esse tipo de lar são pessoas ligadas ao meio cultural e artístico, que se identificam com o bairro e valorizam a construção antiga.

“São clientes que não procuram o imóvel reformado e decorado, mas querem a essência dele, a originalidade”, afirmou.

Mas o que seria um “apê” retrô? Alex comentou que o que os caracterizam são a localização, tipologia construtiva, a preservação da planta original e a fachada do prédio, por exemplo.

“O que mais se destaca é a idade do imóvel. Temos prédios da década de 40 e 50 que ainda preservam suas características originais da época da construção”.

Isabella completou informando que esses apartamentos são aqueles com cara de “casa de avó”, nostálgicos e saudosistas. Na maioria deles há piso de taco, de tábua, parquet e de pedra São Tomé; azulejos originais dos anos 50 e 60 com decoração colorida (nos banheiros e cozinhas); luminárias, torneiras e maçanetas diferenciadas.

“As portas são bem trabalhadas. Os próprios armários são de madeira natural, de lei, e não de MDF, que não tem a mesma durabilidade e qualidade”, disse a corretora.

Para Isabella, esses apartamentos, verdadeiras relíquias, têm benefícios. Além de maiores, com cômodos amplos, eles costumam ter janelas grandes, de parede a parede, que proporcionam uma iluminação natural para os espaços e plantas que permitem fáceis alterações no ambiente, com paredes de tijolo.

Vivência

“Gosto da personalidade de um estilo mais retrô. Porém, minha busca por apartamentos no Centro vai além. Me interesso pela vivência da região, pelo movimento político e cultural que percebo ter mais forte que em outros bairros. Busco um apartamento amplo, piso de taco, janelas e portas originais. A personalidade e também o tamanho dos cômodos”.

Larissa Uliana, 36 anos, coordenadora de Gestão

“Identidade, história e aconchego”

Imagem ilustrativa da imagem Caçadores de relíquias em imóveis no centro de Vitória
|  Foto: Divulgação

Buscando um espaço amplo e com personalidade para morar, a fotógrafa e empresária Caroline Bravim Uliana, de 30 anos, decidiu comprar um apartamento no coração de Vitória.

“Ao observar que os imóveis novos tendem a se assemelhar mais a clínicas de estética do que a lares, percebi a falta de aconchego, predominando o branco e o brilhoso dos porcelanatos. No entanto, os apartamentos do Centro se destacam por lembrar mais as casas de vila, com identidade, história e aconchego”, comentou.

Valorização e alta procura

Valorização e alta procura. Essa é a realidade de apartamentos no coração da capital. A corretora de imóveis, arquiteta e urbanista Isabella Hautequestt Menescal afirmou que o mercado do Centro ficou muito tempo defasado e barato, mas hoje isso está mudando.

“A região está no ranking dos bairros de Vitória que mais está crescendo em valor de metro quadrado e de valorização. Não está ficando para trás de outros bairros, mesmo o apartamento precisando de reformas”, disse.

A procura está crescendo cada vez mais. “A demanda de público querendo comprar no Centro é maior do que a oferta. E os imóveis são vendidos rapidamente”.

O corretor de imóveis Rodrigo Alves também comentou sobre o crescimento de interesse por “apês” da região.

“O contexto pós-pandemia trouxe com mais força o trabalho em home office. Os apartamentos do Centro, por sua amplitude, possibilitam a montagem desses home offices e ainda têm espaço para criar uma ambientação confortável, tornando a rotina mais agradável para quem trabalha em casa”.

Ele também afirmou que o valor dos imóveis no Centro é incomparável. “Por algo entre 2.600 e 2.900 o metro quadrado é possível comprar bons apartamentos com 130 m por menos de R$ 350 mil, por exemplo. Em outros bairros de Vitória, com esse valor só seria possível comprar um imóvel pequeno, sem elevador”.

Rodrigo disse que quase todos os imóveis podem ser comprados por financiamento do SFH e muitos se adequam à aquisição pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

O que você gostaria de mudar no Centro?

"É preciso investir na revitalização dos prédios históricos. Dar atenção para os que ainda não foram reformados. É importante valorizar a beleza arquitetônica”

- Victoria Singui, 25, jornalista

"Seria ótimo se tivessem mais eventos culturais, nos dias de semana mesmo. Isso chamaria a atenção das pessoas, reuniria e movimentaria a população”

- Ana Luisa Santos, 25 anos, estudante

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