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Trem mais rápido e mil empregos

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Economia

Trem mais rápido e mil empregos


Trens na ferrovia Vitória a Minas: mudanças no trajeto, com eliminação de curvas, mais pontes, viadutos e túneis, estão entre os investimentos, além de modernização nos vagões de passageiros (Foto: Divulgação )
Trens na ferrovia Vitória a Minas: mudanças no trajeto, com eliminação de curvas, mais pontes, viadutos e túneis, estão entre os investimentos, além de modernização nos vagões de passageiros (Foto: Divulgação )

A Vale vai investir R$ 4,5 bilhões para modernizar a centenária Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Com as mudanças, será possível aumentar a velocidade de operação dos trens, reduzindo o tempo das viagens.

Isso será possível com a eliminação de curvas, construção de mais pontes, viadutos, túneis e modernização nos vagões de passageiros. As informações foram obtidas pela reportagem de A Tribuna com técnicos do governo federal.

Essas intervenções irão abrir oportunidades de emprego na fase de construção. A estimativa é que sejam abertas em torno de mil empregos diretos durante as obras.

Os investimentos se devem à antecipação da renovação da concessão da malha ferroviária da Vale, anunciados pelo governador Renato Casagrande.

Atualmente, o trem alcança no máximo cerca de 65 km/h na EFVM, mas, na média da operação saindo de Belo Horizonte (MG) a Vitória, ele não alcança essa velocidade, mas sim 45 km/h, segundo uma fonte do governo federal.

Isso acontece, explicou o técnico, porque em alguns locais o trem reduz a velocidade para os carros passarem, reduz por estar em área urbana ou ter de fazer uma curva mais fechada. Tudo isso será modernizado ao longo dos próximos anos para se atingir uma velocidade de diretriz mais alta.

Com a velocidade maior, será possível aumentar a capacidade da ferrovia, no transporte de cargas, colocando, por exemplo, mais trens e fazendo mais viagens por dia.

Ainda não há uma data definida para o início das obras, uma vez que depende de projetos que a Vale irá apresentar e o tempo que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai demorar para aprová-los, além de ser preciso obter licenciamento ambiental.

Procurada pela reportagem, a Vale não detalhou o processo de modernização. Disse que irá avaliar as condições técnico-administrativas e econômico-financeiras estabelecidas para a prorrogação antecipada dos contratos de concessão da EFVM e da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e submeterá a proposta para deliberação do seu Conselho de Administração.

Novas empresas e valorização

A Ferrovia Litorânea Sul (EF-118), que ligará Cariacica a Anchieta, e é a contrapartida da Vale pela renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), promete valorizar o setor imobiliário das regiões do entorno do novo empreendimento e atrair o investimento de outras empresas.

A construção da nova ferrovia, que tem previsão de começar em 2022, vai empregar cerca de 1.800 trabalhadores diretos no Estado. O ramal entre Cariacica e Anchieta terá 72 quilômetros e está orçado em R$ 3 bilhões. A construção desse trecho deve durar 4 anos.

Entre as empresas que podem ser atraídas pela nova ferrovia, encontram-se as ligadas as grãos e ao gás, de acordo com o governador Renato Casagrande.

“Com facilidade de transporte de cargas, pode, sim, atrair outras empresas ligadas a grãos, minério, siderúrgicas, de gás. Tendo uma boa logística, podemos atrair mais empreendimentos ao longo da ferrovia”.

Ele falou ainda sobre a valorização imobiliária do entorno. Ainda segundo Casagrande, a Vale terá que desapropriar algumas terras para a construção da nova ferrovia.

“Acontecerá a valorização de terrenos. Além de ser uma possibilidade futura de transportes de passageiros. Essa ferrovia vai percorrer grande parte dos municípios litorâneos do Estado”.

HBI, tipo  de ferro que a Vale pode vir a produzir  em Anchieta: nova fábrica (Foto: Divulgação)
HBI, tipo de ferro que a Vale pode vir a produzir em Anchieta: nova fábrica (Foto: Divulgação)
Casagrande ainda falou que o governo luta para que a Vale instale no Estado uma fábrica de HBI (Hot Briquetted Iron), produto à base de ferro com maior valor agregado. O empreendimento seria em Anchieta. “A Vale pretende instalar essa fábrica no Brasil e nós estamos lutando para que seja no Estado”.

O consultor imobiliário José Luiz Kfuri também falou sobre a valorização, estimando que deve chegar a 30% até a fase em que entrará em operação.

O coordenador do Fórum Mais Negócios da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Durval Vieira, estima a abertura de 3 mil empregos diretos e indiretos. Na cadeia, ele citou abertura de restaurantes, hotéis, lojas de material de construção, postos de combustível, locação de veículo, entre outras.

O trajeto da nova ferrovia (Foto: Reprodução jornal A Tribuna )
O trajeto da nova ferrovia (Foto: Reprodução jornal A Tribuna )


Saiba mais


Autorização

  • O Tribunal de Contas da União autorizou a renovação antecipada dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).

  • Como contrapartida, a Vale se comprometeu em construir uma nova malha ferroviária no Estado: a Ferrovia Litorânea Sul (EF-118), que ligará Cariacica a Anchieta.

EFVM

  • Tem 905 quilômetros de extensão. Por ela circulam pelo menos 60 tipos de produtos, como minério de ferro, aço, soja, carvão, calcário, entre outros.

  • Além de operar no transporte de cargas, pela EFVM passa o único trem de passageiros do Brasil.

  • São 664 km de percurso percorrido pelo trem, que transporta cerca de 1 milhão de passageiros por ano.

Modernização

  • A antecipação da renovação da concessão da malha ferroviária da Vale vem acompanhada de investimentos para modernizar a EFVM.

  • No processo, estão previstos a construção de pontes, viadutos, túneis, entre outras intervenções, o que irá abrir cerca de mil empregos nas obras, além de reduzir o tempo das viagens.


Estação Leopoldina vai ser reformada


Estação será reformada (Foto: Divulgação)
Estação será reformada (Foto: Divulgação)
A Estação Leopoldina, localizada em Vila Velha, vai ser restaurada e transformada em em Centro Pedagógico e Cultural, respeitando suas características e arquitetura originais. Atualmente, o prédio está inativo.

A prefeitura do município abriu na segunda-feira o processo de Aviso de Licitação e Concorrência Pública, cujo objeto é a contratação de empresa para executar as obras de reforma e restauração.

O prédio terá 1.388,80 metros quadrados restaurados em sua arquitetura e itens de acabamento.


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