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“Tenho complexo de Mulher-Maravilha”, diz atriz

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Diversão

“Tenho complexo de Mulher-Maravilha”, diz atriz


“Eu tenho complexo de Mulher-Maravilha, às vezes acho que vou dar conta de tudo. Mas, quando a gente não para, o nosso corpo para a gente”.

Essa foi a lição que a atriz Mariana Xavier, 39, tirou em janeiro, ao escorregar na grama, durante uma brincadeira, e sofrer uma lesão no ligamento do tornozelo e uma fratura de fíbula. O acidente a levou a adiar a estreia de seu primeiro monólogo, “Antes do Ano Que Vem”.

“Entendi muito rápido que aquilo estava falando sobre eu olhar para os meus limites. Óbvio que foi um misto de frustração e medo, mas entendi o que aquilo queria me dizer. Sou uma pessoa analisada, espiritualizada. Então, procuro fazer contato com todos os sentimentos que passam por mim e entender o que eles são e o que querem me dizer. A tristeza para ser vivida tem que ser sentida”, explicou ela, durante entrevista ao AT2, após o lançamento do 11º Circuito Banestes de Teatro em Vitória.

A carioca confessou que não era uma “criança arteira” e lembrou que a primeira vez que sofreu algo parecido foi aos 17 anos, no judô, quando morava no Espírito Santo.
“Eu não era de aprontar, nunca tinha quebrado nada, aí, naquele dia, fraturei a perna no mesmo osso que fraturei agora, a fíbula da perna direita, mas foi em outro pedaço. Agora poderia ter sido muito pior. Do jeito que eu caí, se eu não tivesse essa 'pernoquinha' de dançarina de axé, tinha sido pior!”, disse, aos risos.

Ainda se recuperando do susto, a atriz já planeja o retorno aos palcos. “Antes do Ano que Vem”, comédia em que mostra angústias e desejos de sete personagens na virada do ano, tem previsão de estreia em maio e chega ao Espírito Santo em julho.

“Estou fazendo essa reabilitação com muito cuidado, porque a gente pretende fazer uma turnê muito longa. Falo que o meu sonho com esse espetáculo é botar minha bandeirinha em todos os estados do Brasil. Então, agora, tenho que estar plena e maravilhosa para aguentar o tranco”, afirmou.


“Se machuca, não é amor”

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
AT2 - Assim que se recuperar da queda, estreará o monólogo “Antes do Ano Que Vem”, inclusive com turnê por cidades capixabas. Como se sente?

Mariana Xavier - O meu berço artístico é o teatro, faço questão de fazer porque é uma forma de regar minhas raízes, para que elas continuem fortes. É uma forma de lembrar o quanto eu caminhei para chegar até aqui.

O Brasil é um país muito desigual em muitos sentidos, inclusive na oferta de cultura. Então, faço o que posso fazer para contribuir para diminuir essa desigualdade, para dar acesso a quem tem pouca oportunidade, por isso gosto muito de fazer turnê.

Como está a expectativa para sua primeira estreia solo?

Estou desesperada, é muito assustador! Quando comecei a ensaiar, era uma sensação de pânico, de estar tão exposta, de estar ali sozinha... Quando vão entrando os outros elementos, o cenário, o figurino, a luz, a trilha, aquilo vai te dando um respaldo tão grande! É a rede de proteção para que você possa se jogar!

Também volta aos cinemas...

Sim, em breve sai “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos. É um filme muito bonito, foi uma honra estar com um monte de gente que admiro loucamente. Imagina quando olhei e vi Renata Sorrah, Lázaro Ramos, Taís Araújo, Adriana Esteves. Falei: “Pelo amor de Deus, alguém me belisca, que eu estou sonhando!”.

Recentemente, falou sobre relacionamento abusivo nas redes sociais. Para você, é importante falar sobre o tema?

Sim, muito! Tenho muitas causas, todas relacionadas a coletividade, violência, preconceito, intolerância...

Cada vez mais, até por ter vivido isso, tenho descoberto que meu lugar principal de luta é esse lugar da conscientização sobre relacionamentos, da violência contra a mulher. É urgente falarmos disso. Falamos de epidemia de coronavírus, de sarampo, e não falamos da epidemia de feminicídio.

Achei legal aproveitar o episódio que ocorreu no “BBB” para falar disso. A violação, quando é física, não importa a gradação, seja beijo à força ou um tapa na cara, é crime. E a maioria das pessoas, ao menos as sensatas, já entendeu.

Mas o abuso psicológico ainda é muito difícil de detectar, porque vivemos numa sociedade machista, que ensina que a mulher está exagerando, que ela é louca, fresca, dramática, que ela precisa de um par. Então, ela tem que aceitar qualquer coisa para manter a imagem de uma mulher que tem família. É muito chocante.

Depois que fiz o vídeo sobre relacionamento abusivo, recebi muitos depoimentos e um deles me chamou a atenção. Uma mulher me escreveu, dizendo: “Ah, os primeiros minutos do seu vídeo já fizeram lágrimas, imagina se eu assistisse todo!”. E me mandou uma foto dela com o olho roxo. Quando entrei no perfil dela, a foto era de uma família feliz, eram milhares de posts da família. Mas isso não é amor. Se machuca, não é amor.

Quando você percebeu que estava sendo vítima de abuso psicológico?

Depois, como acontece com muitas pessoas. Sabia que aquilo estava muito ruim para mim. Fiquei quase dois anos casada, um tempo cronologicamente pequeno, mas que foi suficiente para deixar muitos estragos.

Dez anos atrás, nem se falava em relacionamento abusivo. Só me dei conta da gravidade do que vivia depois, como muitas mulheres só se dão conta ao ouvirem meu relato. Por isso é importante compartilhar a experiência, porque as pessoas se sentem acolhidas, percebem que não são as únicas a passarem por aquilo. Percebem que não precisam ter vergonha, porque a culpa não é delas.


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