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Telemedicina como solução para a “terceira onda” do coronavírus
Tribuna Livre

Telemedicina como solução para a “terceira onda” do coronavírus

O mundo neste momento se uniu em uma pesquisa maciça sobre o novo coronavírus. As medidas de prevenção, estatísticas de óbitos por região, opiniões sobre isolamento são narradas por leigos e especialistas de diversas áreas. Após o avanço da doença pelo globo e a declaração da pandemia, que podemos chamar de “primeira onda”, todos estamos cientes que a “segunda onda” já é uma realidade: falta de insumos e leitos para toda a população acometida pela doença e uma perspectiva de caos no atendimento em países mais pobres.

Na Itália, país que foi epicentro da doença em março, o colapso do sistema de saúde ocorreu porque os cerca de 5 mil leitos de UTI não foram suficientes para atender a explosão de casos.

Em um dado momento, as equipes médicas foram obrigadas a “escolher” qual paciente tratar, expondo a fragilidade que a falta de insumos médicos pode causar.

No Brasil, o cenário é preocupante, uma vez que as doenças crônicas continuam fazendo vítimas.

A última pesquisa da Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, revelou que: 24,7% da população brasileira têm diagnóstico de hipertensão; 7,7% de diabetes; 9,3% dos adultos são fumantes; 55,7% dos adultos têm excesso de peso; 19,8% são obesos; 44,1% não alcançaram um nível suficiente de prática de atividade física e 17,9% fizeram uso abusivo de álcool nos 30 dias antecedentes à pesquisa.

Outro dado alarmante é a previsão de 450 mil novos casos de câncer diagnosticados no Brasil este ano.

Desse modo, com a diminuição do atendimento médico e a realização de exames em outras áreas médicas, além do isolamento das pessoas de risco, justamente as portadoras de doenças crônicas, uma “terceira onda” está prestes a nos atingir: a necessidade médica por descompensação das doenças crônicas e diagnóstico tardio do câncer.

Desde março, a portaria nº 467 do Ministério da Saúde regulamentou as consultas remotas em caráter temporário e excepcional. A interação direta a distância entre profissionais de saúde e pacientes já se tornou realidade, embora a modalidade venha sendo implantada timidamente.

Mesmo seguindo todas as normas de segurança indicadas pelas autoridades de saúde mundial, como o uso de equipamentos de proteção individual, muitos pacientes crônicos ainda têm receio de continuar seus tratamentos, fato que pode ser nocivo principalmente para aqueles que tratam ou se recuperam de câncer.

Assim, é fundamental que os pacientes não deixem de procurar por atendimento médico.

Caso possuam fator de risco, discutam com seus médicos o que pode ser postergado sem risco.

Aos dependentes da ajuda de familiares, que já fazem parte de um grupo de diagnóstico tardio de câncer, comentem seus sintomas e sugiram as consultas por meio da telemedicina, para que o monitoramento da doença seja constante e o paciente não tenha uma evolução descontrolada.

KITIA PERCIANO é oncologista e membro da Sociedade Brasileira e da Sociedade Europeia de Oncologia

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