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Técnico alemão busca espaço no futebol capixaba

Esportes

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Técnico alemão busca espaço no futebol capixaba


O alemão Andre Visser tem estudado o futebol capixaba (Foto: Acervo pessoal)
O alemão Andre Visser tem estudado o futebol capixaba (Foto: Acervo pessoal)

Que o futebol está cada vez mais globalizado, não é novidade. Depois do russo Timur Khadzimuradov jogar no Vitória em 2017, e do japonês Haru Nakagaki disputar a Segundinha Capixaba pelo Sport/ES em 2019, um técnico alemão tenta encontrar um clube para trabalhar no futebol capixaba.

Andre Visser veio para o Espírito Santo no ano passado para morar em Linhares e ficar perto da família da mãe, que é capixaba de Nova Venécia. Filho de pai alemão, ele nasceu em Bremerhaven, cidade que fica próximo a Bremen, no noroeste da Alemanha.

O alemão de 36 anos, que fala e entende português com facilidade, foi goleiro, mas pendurou as luvas cedo, depois de ter atuado por clubes de pouca expressão no futebol alemão — chegou a defender o time B do tradicional Eintracht Frankfurt.

Como treinador, Visser iniciou trabalhando para a federação de futebol da região da Bremen, com atletas de 16 a 21 anos. Depois, comandou duas equipes da quarta divisão da região, ESCG e Bremen.

Ele tenta agora encontrar clube capixaba para treinar. Visser conversou com dirigentes e enviou currículos para alguns times.

“Tenho a Licença A da Uefa. Falei com alguns clubes para fazer contatos. Eu me mudei para o Espírito Santo em dezembro e, por isso, já estáva atrasado para pegar um clube. Estou ansioso pelas próximas tarefas, porque será emocionante”, conta.

Antes de conseguir sua primeira oportunidade no Estado, ele tem assistido às partidas do Capixabão. Visse também esteva no Salvador Costa na histórica classificação do Vitória para a segunda fase da Copa do Brasil, no dia 6 de fevereiro, após superar o CSA/AL por 2 a 1. O time alvianil, comandado por Rodrigo Fonseca, inclusive, foi elogiado pelo brasileiro-germânico.

Entretanto, ele já notou as diferenças do futebol capixaba para o praticado na Alemanha.

“Temos também 10 jogadores, um goleiro e uma bola (risos). Mas eu amo a intensidade daqui. A torcida dos clubes são maravilhosas. Vejo a maior diferença na organização em campo. Vejo que jogadores têm a bola nos pés por muito tempo. Mas também a transição entre defesa e ataque. São detalhes. Os jogadores precisam de soluções para diferentes situações. Isso não é difícil porque existem bons exercícios para isso”, analisa.

Coração dividido

Visser se lembra de quando seu coração ficou dividido e triste. Ele não soube para quem torcer na semifinal da Copa do Mundo de 2014, entre Brasil e Alemanha, e preferiu não ver o final do fatídico 7 a 1.

“Minha mãe é brasileira. Nasci na Alemanha, mas meu coração é brasileiro. Minha família mora aqui e eu amo minha família. Eu assisti ao jogo por 30 minutos e depois fui dormir (já estava 4 a 0 para a Alemanha). Doeu para mim também. No entanto, quando eu fiz a licença na Uefa, havia muitos vídeos do jogo para análise e tive que continuar vendo os gols e o jogo. Na final da Copa, claro, torci pela Alemanha contra a Argentina”.


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