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Tarcísio do Acordeon é o novo rei do forró e da vaquejada!

Entretenimento

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Tarcísio do Acordeon é o novo rei do forró e da vaquejada!


Por anos, Tarcísio de Lima Souza, 27, teve uma vida de cigano. Natural de Campos Sales, no Ceará, sua família percorreu o mesmo caminho de muitos nordestinos, rumo a São Paulo. “O trabalho que tinha era na roça e meu pai, para não passarmos necessidade, foi primeiro e depois mandou buscar a gente”, lembra, em conversa com o AT2.

E foi o amor de seus parentes que o fez persistir na busca de seu sonho na música, mesmo diante de tantas idas e vindas e de experiências frustradas em bandas de outros artistas. Persistência essa que hoje o coloca no posto de novo rei do forró e da vaquejada. Sob a alcunha de Tarcísio do Acordeon, ele emplacou os hits “Meia Noite”, “Nêga” e “Esquema Preferido”, que está no topo do Spotify Brasil.

Tarcísio: "Misturei vaquejada, piseiro, romantismo e pé de serra, e deu uma diferença. Tanto que se destacou. Se fosse igual, seria só mais um". (Foto: Divulgação)
Tarcísio: "Misturei vaquejada, piseiro, romantismo e pé de serra, e deu uma diferença. Tanto que se destacou. Se fosse igual, seria só mais um". (Foto: Divulgação)

“Quando meu filho nasceu, eu tinha 16 anos e trabalhava numa banda nacional. O patrão atrasou mais de três meses de salário e foi quando pensei em desistir. Graças a Deus, tenho minha família, que nunca me abandonou. Falaram: 'Você vai continuar cantando e a gente ajudando'. E hoje estou tentando ajudá-los”, conta ele, que acaba de lançar o single “Só Não Divulga”, ao lado de Fernando e Sorocaba. Ele também vai participar do novo DVD de Safadão.


“Povo diz 'tu vai me matar' e fico com medo”


AT2 Quando descobriu a veia artística?

Tarcísio do Acordeon Vem da família! Meu pai era músico. Aí, eu e meus irmãos sempre tivemos contato com a música.

A sanfona sempre foi sua companheira?

Comecei a tocar violão e cantar com 8 anos. Aos 10, tive meu primeiro contato com sanfona e foi quando comecei a desenvolver o instrumento, meu preferido.

Sempre foi músico?

Desde sempre vivo da música. Tive momentos difíceis em que precisei fazer bico por fora, mas sempre tive a música como meu principal trabalho e vocação. Era meu objetivo conquistar algo na música.

Já passei temporada em São Paulo e toquei em bandas por muito tempo. Cinco anos atrás, eu já estava cansado de trabalhar para os outros e, às vezes, ficar sem receber. Então, montei meu projeto. E, este ano, a gente foi privilegiado!

Quando Tarcísio virou o Tarcísio do Acordeon?

Meu nome é Tarcísio de Lima Souza. Aí, quando resolvi montar meu projeto, por ter amor pelo meu instrumento, resolvi juntá-lo a meu nome.

Imaginava que “Meia Noite” ia ser esse sucesso todo? É o momento do forró?

O Nordeste veio forte. Sempre acreditei nas músicas que falam de amor, porque o Brasil estava carente. Estava muito apelativo. E, com a pandemia, quando não se pode sair para curtir algo agitado, foi o momento que deu certo. Em casa trancado, você quer ouvir algo pra relaxar, e foi quando tudo aconteceu. Não esperava que “Meia Noite” faria todo esse barulho. Obra de Deus!

Então, a pandemia teve um lado positivo na sua carreira?

A pandemia foi ruim para todo mundo, mas, por um lado, pensando positivo, foi bom porque o povo deu oportunidade a coisas novas. Sempre teve muito preconceito com forró, porque é do Nordeste. Na pandemia, com as canções que eu fiz, essa barreira se rompeu.

A que atribui esse sucesso de “Meia Noite”?

As pessoas se identificam. O pessoal está direto no Instagram dizendo: “Parece que você conhece minha história”.

Como é ficar famoso em meio à pandemia?

Já me perguntaram se caiu a ficha e acho que ela não caiu ainda. Só cai quando você tem contato com o público. Henrique e Juliano falaram comigo que o grande troféu não é o dinheiro, é o público cantando suas músicas. E, esse grande público, eu não tive ainda por causa da pandemia. Com fé em Deus, tudo vai acontecer e vamos tocar fogo em tudo!

Já conseguiu ficar rico?

Ainda não! Como enrica sem tocar? (Risos) Ainda não, mas Deus está me honrando, minha vida já mudou bastante. Não só a minha, como a da minha família. Uma palavra forte no meu livro é gratidão. Tanto que as pessoas que tocam comigo são músicos que sempre estiveram do meu lado.

Conseguiu levar sua família de volta para o Ceará?

Ainda não consegui trazer todo mundo. A gente ainda não está bem de vida, com prata no bolso. Aos poucos, estou trazendo. Meus pais já estão aqui. Em breve, vou trazer meus irmãos. O que mais quero é vê-los bem. Não me imagino bem e minha família na mesma situação. Seria injusto. Logo, logo, estaremos todos juntos, apesar de hoje eu morar em Pernambuco, por causa do escritório.

Tem receio de assinar com uma grande gravadora?

Gosto de ser independente. Acredito muito naquilo que está dando certo e o que está dando certo é isso. A gravadora muda muito o artista e eu sou um cara que preza pelas minhas origens.

Seu novo CD se chama “Diferente dos Iguais”. Acredita que faz um som diferenciado?

Misturei vaquejada, piseiro, romantismo e pé de serra, e deu uma diferença. Tanto que se destacou. Se fosse igual, seria só mais um.

Em “Nêga”, fala de um amor que não deu certo. Mas nunca teve problemas na vida amorosa, certo?

Estou com minha véinha há 11 anos e fui pai aos 16. Era muito novo e a gente teve que ir para a batalha. Nunca a abandonei porque ela sempre esteve do meu lado. Choramos e sorrimos juntos. E chegou a hora de mais sorrir do que chorar! E ela vai estar comigo até o final. Não deixo ela não, mais fácil ela me deixar! (Risos)

O que prepara para este ano?

2021 vem com muitas surpresas! Estou escrevendo bastante e na mesma linha, da sofrência. E o povo vai sofrer! O pessoal diz “tu vai me matar” e eu fico com medo mesmo de matar alguém. Mas a gente trabalha pra galera curtir. Quero levar palavras de amor para o coração das pessoas. O que chega ao coração entra na mente.

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