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“Sou um cara iluminado por Deus!”, diz ator Douglas Silva

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“Sou um cara iluminado por Deus!”, diz ator Douglas Silva


"Tive a oportunidade de me envolver com a arte e desenvolver a minha carreira", disse (Foto: Divulgação/ Guto Costa)
"Tive a oportunidade de me envolver com a arte e desenvolver a minha carreira", disse (Foto: Divulgação/ Guto Costa)
Reconhecido até hoje por ter vivido o Acerola do seriado “Cidade dos Homens” (2002), o ator carioca Douglas Silva, 31, sabe bem a dificuldade que é ser um ator negro no País.

“No Brasil, é muito difícil um negro viver da arte. Falta muito para o negro ocupar o seu lugar de destaque”, afirma ao AT2.

Nascido e criado no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, ele é um exemplo de que a dramaturgia pode mudar vidas e tem ciência de que é um ponto fora da curva.

“Sou um ser iluminado por Deus! Graças a Ele, tive a oportunidade de me envolver com a arte e desenvolver a minha carreira. Tenho vários amigos que não conseguiram o mesmo. Muitos só precisavam de uma oportunidade”, desabafa o ator, que na infância viveu o bandido Dadinho em “Cidade de Deus” (2002), filme indicado ao Oscar.

O artista tem aparecido nas telinhas na novela das 9, “Amor de Mãe”, como o bandidão Marconi, que herda o negócio da ladra de bebês Kátia (Vera Holtz). Com tantos anos de trajetória, ele já fez trabalhos de sucesso no cinema e em séries (como “Samantha!”, na Netflix, e “Infratores”, do “Fantástico”), mas esse é seu primeiro personagem regular em novelas.

“Essa é a primeira novela que não é de época que eu vejo com tantos negros no elenco”, comemora.

“Já passei por várias situações de racismo”

AT2 - Ganhou notoriedade ao interpretar o Acerola na série “Cidade dos Homens” (2002) e até hoje muitas pessoas lembram de você por conta desse personagem. Gosta de ser reconhecido assim?
Douglas Silva - Eu amo! O Acerola marcou a minha vida. Ele é um personagem que retratou a vida de um jovem que mora dentro de uma comunidade e mostra que, mesmo morando dentro da favela, ele não precisa se envolver com o crime. Tenho muito carinho por esse papel!

Como surgiu a oportunidade de estar em “Amor de Mãe” vivendo seu primeiro personagem regular em uma novela? E como se preparou?
Recebi um convite do Lamartine Ferreira (assistente de direção de “Amor de Mãe”) para fazer um teste para a novela e passei. Assisti a filmes e séries com vilões com o perfil do Marconi.

Como tem sido essa primeira experiência em novela?
Tem sido incrível! Estou aprendendo muito com os meus colegas de trabalho, só tem gente fera nesta novela. Ela tem um “quê” cinematográfico que já estou acostumado.

Você e Regina Casé sempre mantiveram contato? E trabalharam juntos em “Cidade dos Homens”, que ela dirigiu.
A Regina é um presentão! Ela é minha madrinha de casamento, temos uma amizade muito forte. Nossas famílias estão sempre juntas.

Então, foi uma feliz coincidência estarem em “Amor de Mãe”...
A Regina tem um coração do tamanho do mundo, ela sempre quer ajudar as pessoas. Quando eu recebi a notícia que iria fazer a novela, não sabia que Regina estava nela também, só soube depois, na leitura geral. Minha estreia em novelas não poderia ser melhor!

Como cria do Complexo da Maré, deve conhecer alguém que não teve o mesmo destino que o seu e, infelizmente, optou por uma vida como a de seu personagem Marconi. Como é levar essa dura realidade para a tela?
Acho legal falar sobre o assunto, pois cada caso é um caso. Tenho amigos que escolheram essa vida e outros que não.

Mesmo sendo um rosto conhecido há anos, já foi vítima de racismo?
Já passei por várias situações de racismo antes de ser famoso. Hoje em dia, não passo pelas mesmas situações, mas sempre vejo pessoas me observando e me olhando com aquele olhar fulminante.

Tem uma filha e, em breve, vem mais um herdeiro por aí! Teme que esse preconceito chegue até ela e batalha para que isso não aconteça?
Esse preconceito irá chegar até ela, sem sombra de dúvida, só pelo fato de ser negra. Eu tento instruí-la e dar munição de todas as informações possíveis para que ela saiba passar por uma situação dessa e saber se impor.

Não foi criado pelo seu pai. Essa questão interfere no jeito com que você lida com a paternidade?
Essa questão de eu não ter um pai não afeta no jeito que eu crio a minha filha. A minha mãe foi tão incrível que conseguiu passar todos os melhores valores para mim.


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