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“Sinto um vazio enorme", disse viúva do cobrador de ônibus que morreu com Covid-19

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Coronavírus

“Sinto um vazio enorme", disse viúva do cobrador de ônibus que morreu com Covid-19


No dia 12 de julho de 2016, a história de amor da técnica em enfermagem Regina Manenti e do cobrador de ônibus Alvimar Francisco foi destaque em A Tribuna, na reportagem intitulada “Linhas do amor no Transcol”.

Alvimar e Regina começarama namorar  depois de se conhecerem na linha  779 do Transcol. Em 2016, a história de amor do casal foi destaque em A Tribuna (Foto: Acervo de Família)
Alvimar e Regina começarama namorar depois de se conhecerem na linha 779 do Transcol. Em 2016, a história de amor do casal foi destaque em A Tribuna (Foto: Acervo de Família)
À época, o casal contou da troca de olhares, que começou na linha 779 (Terminal de Campo Grande via São Geraldo, Cariacica), em 2015.

Quatro anos após essa publicação, Regina, 50 anos, concedeu nova entrevista à reportagem e contou uma história que não fazia parte dos planos do casal.

Internado desde o dia 21 de maio no Hospital Vila Velha, Alvimar morreu há uma semana.

No seu atestado de óbito consta que ele teve complicações do novo coronavírus (Covid-19), mas a família ainda aguarda o resultado do exame confirmando essa doença.

Dizendo que sente um vazio enorme, Regina relembrou os últimos momentos que esteve ao lado do seu “grande amor”.

Antes de ser transferido para o hospital, ele buscou atendimento por duas vezes no município de Viana, onde morava. O último, no dia 21, foi na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sede, sendo transferido no mesmo dia.

“O governo comprou uma vaga de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e ele foi para o hospital, de onde não saiu mais com vida. Ele completaria 54 anos ontem (quarta-feira)”, relembrou, chorando.

Regina contou que o marido sofria de Mal de Parkinson, o que não interferia em sua rotina. “Ele também tinha diabetes”.

Quando começou a sentir sintomas, como febre e tosse, ele disse que não queria ir para o hospital, pois tinha medo de não conseguir voltar, mas Regina o convenceu.

“Fiquei no hospital até os últimos minutos antes de ele ser levado para ser entubado. Falei: ‘Vá com Deus meu amor. Eu te trouxe aqui e vou voltar para te buscar'”.

Ao ouvir essa mensagem, ele respondeu: “Preta, eu vou voltar para casa. Vem me buscar”. Regina não imaginava que estava diante de uma despedida. “Ele se foi. Dói muito (choro). Somente Deus para nos fortalecer na fé.”

Muito triste, o motorista Élio Bahia, 55, lamentou a morte de Alvimar. “Trabalhamos juntos por 12 anos. Não dá para acreditar”.


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