X

Olá! Você atingiu o número máximo de leituras de nossas matérias especiais.

Para ganhar 90 dias de acesso gratuito para ler nosso conteúdo premium, basta preencher os campos abaixo.

Já possui conta?

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

Saúde

Obesidade na adolescência é fator de risco para doença crônica renal, mostra estudo

Além da obesidade, a hipertensão e diabetes também são fatores de risco


A obesidade na adolescência é um fator de risco grave para o desenvolvimento de doença renal crônica ainda nos primeiros anos da vida adulta, mostra um novo estudo publicado no Jama (Journal of American Medical Association).

Após acompanharem 600 mil pacientes, pesquisadores israelenses descobriram que um índice de massa corporal (IMC) alto está associado com até cinco vezes mais comprometimento dos rins ainda antes dos 30 anos.

Segundo Benito Lourenço, médico especializado em adolescência (hebiatra) do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da USP, o número de casos de obesidade entre adolescentes tem aumentado nos últimos anos.

A obesidade é uma condição grave e complexa, provocada por uma série de fatores, como sedentarismo e alimentação não saudável, mas o histórico familiar, condição socioeconômica e fatores ambientais também influe.

O acúmulo de gordura é um fator de risco para uma série de agravos de saúde, incluindo diabetes, problemas cardiovasculares e hipertensão. A pesquisa israelense buscou entender a relação entre a obesidade e a doença renal crônica.

Foram incluídos adolescentes com idades entre 16 e 20 anos sem doenças renais prévias. O acompanhamento dos pacientes começou ainda em 2000 e terminou apenas em 2020. Em uma média de 13 anos, quase 2.000 (0,3%) dos participantes desenvolveram doença renal crônica.

Os resultados mostram que a taxa de risco tanto para homens quanto para mulheres dobra em pessoas com sobrepeso e pode chegar a até cinco vezes mais entre aqueles com obesidade grave.

Andreia Watanabe, coordenadora médica da unidade de nefrologia pediátrica do Hospital das Clínicas da USP, destaca a robustez dos resultados. "Já sabíamos que nos adultos a obesidade aumenta a progressão da doença renal crônica, e agora sabemos que é um fator de risco também em adolescentes".

A médica lembra que a pesquisa ainda tem algumas limitações. Em primeiro lugar, os exames de urina realizados entre os participantes podem gerar certo enviesamento nos resultados.

Outro problema é em relação ao uso do IMC para medir obesidade. Embora ele seja um bom parâmetro para estudos populacionais, não deve ser o único indicador em casos individuais, porque não revela a porcentagem real de gordura acumulada pelo paciente.

Mesmo havendo limitações, para a médica os resultados são importantes, pois a doença renal crônica tem avançado em todo o mundo. Hoje, estima-se que uma em cada dez pessoas possua a doença, muitas ainda sem saber.

Além da obesidade, a hipertensão e diabetes também são fatores de risco. Em crianças, a prematuridade e o baixo peso ao nascer devem acender o alerta dos pais.

Entre pessoas que possuem fatores de risco, é recomendado o acompanhamento mais atento da saúde dos rins. A função renal pode ser avaliada por exame de urina ou pela concentração de creatinina no sangue. "Doença renal não dá sintoma. Quando apresenta sintoma, já está em estágio muito avançado", lembra Watanabe.

Mas não é apenas a doença renal crônica que pode resultar da obesidade na adolescência. Outro estudo deste ano mostra que o acúmulo de gordura nos primeiros anos de vida está associado com o aumento na vida adulta da incidência de diversos tipos de câncer em 33%, e a mortalidade em 28%.

A hipótese levantada é que a inflamação crônica causada pela gordura pode ter como consequência subjacente o surgimento de tumores, mas ainda são necessários mais estudos para confirmar isso.

Para evitar os riscos, a melhor saída é buscar o tratamento, explica a endocrinologista pediátrica do Hospital Universitário da USP, Louise Cominato.

Além de mudanças no estilo de vida —prática de atividade física, alimentação saudável, saúde do sono— também estão disponíveis tratamentos em casos mais graves, inclusive para adolescentes.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Leia os termos de uso

SUGERIMOS PARA VOCÊ: