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Enxaqueca já atinge 600 mil pessoas no Estado

Apontada como a dor de cabeça que mais incomoda, crises de enxaqueca podem durar de 4 a 72 horas, segundo especialistas

Rafael Gomes, do jornal A Tribuna | 26/07/2022 16:54 h

O radialista Christian Carlos Velasco Cruz, de 38 anos, já sentia dores de cabeça há muito tempo, mas achava que era algo “normal”
O radialista Christian Carlos Velasco Cruz, de 38 anos, já sentia dores de cabeça há muito tempo, mas achava que era algo “normal” |  Foto: Douglas Schineider/AT
 

Sabe aquela dor forte e crescente, em um dos lados da cabeça, e por vezes acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz e até vômito? Pode ser enxaqueca – tipo de dor que já atinge 600 mil pessoas no Estado.

Embora não seja a dor de cabeça mais comum, ficando atrás da cefaléia por tensão, a enxaqueca é apontada como a que mais incomoda. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o problema atinge mais de 1 bilhão de pessoas em todo mundo. 

A enxaqueca é considerada uma dor de cabeça primária, ou seja, não está ligada a outros problemas que podem trazer dores, como  tumores, aneurisma, dengue e covid-19, por exemplo.

Já os sintomas costumam ser bem definidos, segundo o neurocirurgião Ulysses Caus Batista, coordenador do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Meridional Serra.

“Ela é caracterizada pela dor, geralmente unilateral,  podendo variar de lado, geralmente nas têmporas, atrás dos olhos, vindo como uma ‘facada’ ou latejando, em crescente, ou seja, começa fraca e vai aumentando”, explicou o especialista.

Ao entrar no período de crise, a dor vem associada a outros sintomas, como dor pela luz ou barulho, náusea, vômito, febre, calafrio e suor. “É quase uma síndrome, pois vem acompanhada de vários sintomas”, destacou Caus.

Especialista em Tratamento da Dor, o médico André Félix afirma que uma crise de enxaqueca pode durar de quatro a 72 horas.

Entre as principais causas que contribuem está o estilo de vida estão a falta de atividade física, momentos de estresse, ansiedade, má qualidade do sono e da alimentação. Ficar muito tempo sem comer e  beber água também contribuem.

“Um dos principais gatilhos está associado à alimentação. Além de evitar jejum prolongado, alguns alimentos têm sido bastante correlacionados, como o álcool, chocolate, vinho tinto e café”, afirmou Félix.

É possível diagnosticar a enxaqueca somente com conversas entre o médico e o paciente, aliado a exame físico, segundo a médica Mariana Suete, especialista em tratamento da dor da Clínica Relevium.

Esse diagnóstico, inclusive, é fundamental para o tratamento. “A enxaqueca é um dos mais dos 150 tipos de dor de cabeça, e para  o tratamento assertivo é fundamental saber qual é o tipo de dor.  Também é importante descartar doenças mais graves”.

Mudar estilo de vida pode evitar

A prevenção e a melhora da enxaqueca passam por alguns hábitos de vida e o uso de medicamentos em algumas situações. 

“O melhor tratamento é a prevenção. Se o paciente adota um estilo de vida melhor, ele consegue afastar as dores”, garantiu o neurocirurgião Ulysses Caus Batista.

O especialista ressalta, também, a importância de melhorar as situações que causam estresse, preocupações e ansiedade. “E buscar fazer atividades físicas, sendo as aeróbicas as melhores, como caminhada, corrida, natação, bicicleta”.

Após a confirmação do diagnóstico de enxaqueca, também  é importante identificar os fatores que desencadeiam o problema no paciente, segundo a médica Mariana Suete. 

A médica Mariana Suete explicou que é preciso identificar os gatilhos que  causam o problema no paciente
A médica Mariana Suete explicou que é preciso identificar os gatilhos que causam o problema no paciente |  Foto: Douglas Schineider/AT
 

“É preciso identificar os gatilhos para atuar em cima deles. Os fatores desencadeantes mais comuns estão ligados à alimentação”.

Medicamentos também são utilizados, atuando para que o paciente tenha menos crises. O médico André Félix ressalta que o primeiro tratamento preventivo específico para enxaqueca foi aprovado em 2019. Trata-se de anticorpos monoclonais anti-CGRP.

“Foi desenvolvido  para bloquear os receptores  relacionados aos genes de calcitonina, um dos responsáveis por crises de enxaqueca”.

SAIBA MAIS

Enxaqueca

- Está entre os 150 tipos de dores de cabeça já identificados, sendo o segundo mais comum, atrás somente da cefaléia por tensão.

- É uma cefaléia (dor de cabeça)  primária, ou seja, não está ligada a outro problemas, como tumores, aneurisma, dengue ou covid-19, por exemplo.

Características da enxaqueca

- Dor, geralmente, unilateral (em um dos lados), podendo variar de lado, e geralmente nas têmporas, atrás dos olhos.

- Dor latejante ou com característica de uma “pontada”.

- Crescente, começa mais fraca e vai aumentando até ficar forte.

- Sensibilidade à luz e ao barulho.

- Pode vir acompanhada de:  náusea, vômito, febre, calafrio e suor.

Algumas causas

- Alimentação ruim.

- Alimentos e bebidas como o álcool, chocolate, vinho tinto, lactose e café.

- Falta de atividade física.

- Má qualidade do sono.

- Atividades ou momentos estressantes constantes.

- Ansiedade

- Ficar muito tempo sem comer e beber água.

Diagnóstico

- É feito por um médico, podendo ser feito até mesmo somente com a conversa com o paciente. Em alguns casos, exames são solicitados.

Fonte: Especialistas consultados.

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