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Diante da nova varíola, grávidas devem voltar a usar máscara

Recomendação foi feita pelo Ministério da Saúde por causa da “varíola dos macacos”, que pode aumentar os riscos na saúde do bebê

Isabella de Paula, do jornal A Tribuna | 03/08/2022 17:02 h

A educadora física Cristina Lima, de 39 anos, grávida de 28 semanas do filho Theo, compartilha que manteve os cuidados de uso de máscara e higiene antes mesmo de saber da gravidez.
A educadora física Cristina Lima, de 39 anos, grávida de 28 semanas do filho Theo, compartilha que manteve os cuidados de uso de máscara e higiene antes mesmo de saber da gravidez. |  Foto: Douglas Schineider/AT
 

O Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica com novas  orientações para evitar o contágio da doença monkeypox, também conhecida como “varíola dos macacos”.

Desta vez, os públicos-alvo são  gestantes, lactantes e mulheres em  resguardo. Entre as recomendações está o uso de máscara e preservativos em todos os tipos de relação sexual (oral, vaginal e anal) e o isolamento social em caso de contato com pessoas suspeitas.

Hoje, o Brasil já contabiliza 1.349 casos de pessoas confirmadas com o vírus, segundo o órgão responsável pela saúde pública nacional.

De acordo com  a nota técnica, até o momento gestantes apresentam quadro clínico com características semelhantes às não gestantes. Nenhum caso grave foi identificado durante a gestação ainda.

No entanto, assim como em outras infecções virais, a nova varíola pode aumentar os riscos na saúde do bebê e levar a complicações graves como a prematuridade, óbito fetal, abortamento e outras alterações.  

A médica ginecologista e obstetra Anna Carolina Bimbato explica o motivo das grávidas estarem inseridas no grupo de risco para o vírus. “As gestantes, assim como os idosos e as crianças, são um grupo com imunidade mais baixa. Então, qualquer tipo de doença  pode ser mais grave nelas”, diz.

A médica revela que, por ser uma enfermidade recente, não existem estudos que mostrem as complicações da infecção na saúde da gestante. 

“Não temos estudos, ainda, mostrando os reais riscos da contaminação nesse público. Contudo, sabemos que ela deixa sequelas, por isso é importante que as grávidas sigam as orientações como manter o uso de máscara em ambiente fechado e evitar aglomerações”, destaca. 

Segundo a ginecologista e obstetra Mariana Pontello, o Ministério da Saúde ainda não estabeleceu uma diretriz para o tratamento da infecção em grávidas. 

“Hoje, cada caso de monkeypox é individualizado. A recomendação para casos moderados e graves da doença é que as pacientes sejam hospitalizadas. Em casos leves, devem ficar isoladas durante 21 dias”, informa a médica.

Ela pontua que o corpo da mulher grávida funciona diferente das demais mulheres, por isso os cuidados devem ser redobrados e qualquer sintoma semelhante à doença deve ser avaliado por atendimento médico.

Fique por dentro 

Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Federal de Minas Gerais |  Foto: varíola
 

Contágio através de contato com a pele

Sobre a doença

A monkeypox, ou varíola dos macacos, é uma doença infecciosa causada por um vírus  pertencente à família Poxviridae.

O  surto da doença   foi identificado no final de maio deste ano. Hoje, são 74 países com casos de contaminação no mundo, com um total de 16.836 pessoas confirmadas.

Com o aumento do contágio, a monkeypox é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma emergência de saúde internacional.

Grupos de risco

- Por ser uma doença nova, a infecção  tem muitos dos seus aspectos desconhecidos, ainda que estejam sendo estudados intensamente para uma melhor assistência à população.

- Estudos recentes mostram que um maior número de casos é observado entre o grupo HSH (homens que fazem sexo com outros homens). 

- No entanto, o Ministério da Saúde divulgou notas técnicas com orientações para grávidas, lactantes e mulheres em resguardo, que podem ter os riscos de sequelas aumentados. 

- O documento divulgado destaca que, assim como em outras infecções virais, a varíola dos macacos pode aumentar os riscos de saúde do bebê, como  prematuridade, óbito fetal, abortamento e outras alterações. 

Formas de contágio

- A principal forma de contaminação é no contato pele a pele próximo e prolongado, inclusive durante a atividade sexual.

- Outra forma, menos recorrente, é pelo contato com objetos pessoais contaminados. Por isso, é recomendada a limpeza constante de superfícies.

Novas orientações

- As novas recomendações são direcionadas a gestantes,  puérperas e lactantes.

- Uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados.

Afastamento de pessoas que apresentam sintomas suspeitos como febre e lesões de pele-mucosa.

- Uso de preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal e anal).

Fonte: Ministério da Saúde. 

Cursos para profissionais da saúde

Ainda neste mês, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) irá oferecer cursos e formações para profissionais da saúde,  das redes pública  e privada, se atualizarem sobre a monkeypox. 

Essa foi a informação divulgada durante o novo pronunciamento do secretário da Saúde do Estado, Nésio Fernandes.

“Estaremos atualizando, nesta semana, notas técnicas por parte da Sesa e organizando cursos e formações de atualizações de monkeypox para os profissionais da rede privada e pública, ainda na primeira quinzena de agosto. Em paralelo a isso, buscamos viabilizar os testes em solo capixaba ainda neste mês”, diz.

Segundo Nésio, o Brasil vive hoje um momento de subdiagnóstico da doença, além da baixa oferta de testagem e suspeita clínica. 

O secretário destaca que a ideia de infecção somente  entre homens que mantêm relações sexuais com outros homens não é adequada.

“A doença não escolhe! Qualquer pessoa que se submeter a contato com ela  pode se infectar, independente de idade e orientação sexual. Passa a se constituir, em todo o País,  problema de saúde pública”, ressalta. 

Ainda neste mês, a Secretaria de Estado da Saúde também tem a expectativa de realizar os testes em solo capixaba. Até o momento, o material de pessoas suspeitas com a infecção é enviado a um laboratório no  Rio de Janeiro.

O Espírito Santo tem dois casos confirmados de monkeypox.

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