Caminhar 5 minutos a mais por dia já reduz risco de morte
É o que aponta uma pesquisa publicada na revista científica The Lancet. Especialistas explicam benefícios da atividade física
Caminhar cinco minutos a mais por dia pode reduzir risco de morte em até 10%, aponta pesquisa publicada na revista científica The Lancet. Educadoras físicas do Estado confirmam.
Realizada com dados de mais de 135 mil adultos, acompanhados por cerca de oito anos, a pesquisa descobriu que entre adultos que já realizavam cerca de 17 minutos diários de atividade moderada, acrescentar mais cinco minutos por dia esteve associado a uma redução estimada de 10% no risco de morte por todas as causas.
Educadora física, Barbara Gomes concorda que caminhar mesmo cinco minutos pode ajudar a diminuir o risco de morte. Isso ocorre por causa dos benefícios que essa atividade traz. Por exemplo, no sistema cardiovascular.
“Ajuda no funcionamento do coração e no bombeamento sanguíneo. O sistema cardiovascular vai trabalhar melhor”, ressalta.
A profissional explica que não há contraindicações para a corrida. Mas os iniciantes devem tomar alguns cuidados, como ter orientação médica e prestar atenção em qualquer dor persistente. Além disso, a indicação é fazer até 30 minutos por dia.
“Se sentir dores nos quadris e joelhos, persistentes por mais de uma semana, o ideal é procurar um médico”, adiciona.
Cintia Krüger, educadora física, também concorda com a pesquisa. Ela explica que para uma pessoa sedentária, a melhor porta de entrada para iniciar o exercício físico é a caminhada.
“Ela é simples, acessível e não precisa de muito esforço. Você pode começar com um volume pequeno e aos poucos ir evoluindo”, completa.
Entre os benefícios, cita auxílio na perda de peso, qualidade do sono e disposição do dia a dia. “Além de ajudar no humor, ansiedade e estresse”, completa.
Foi para ajudar com sua saúde mental que Daihana Oliveira, 42, vendedora, começou a fazer uma atividade física. Ela conta que foi recomendação médica por causa de estresse e ansiedade. Inicialmente escolheu o crossfit. Mas foi na caminhada que se encontrou. “Tem me ajudado muito”, diz.
Ela começou a caminhar há um ano e hoje evoluiu para corrida de rua. “Comecei caminhando pela saúde. Depois foi virando um vício”, brinca.
Transformação
Exercícios poderosos
A arquiteta Flávia Franco, de 32 anos, não conhecia esse novo estudo, mas já sabia sobre o poder de caminhar e correr.
“Não conhecia esse estudo em específico, mas a gente sempre tem o conhecimento de como o exercício físico é transformador, tanto no físico quanto na mente”, destaca. Ela conta ainda que começou caminhando, 10 anos atrás.
Saiba mais
A pesquisa
Foi publicada na revista científica The Lancet e realizada com dados de países como Estados Unidos, Reino Unido, Noruega e Suécia.
Como a pesquisa foi realizada?
Além de questionários, todos os participantes usaram acelerômetros, dispositivos que registram movimento minuto a minuto. Esses aparelhos permitiram medir quanto tempo cada pessoa passava sentada, em atividades leves ou em exercícios de intensidade moderada a vigorosa.
Os cientistas estimaram o que aconteceria se adultos comuns passassem a se mover cinco ou 10 minutos a mais por dia, ou se reduzissem o tempo sentados. A partir dessas simulações, foram usados modelos estatísticos para calcular quantas mortes poderiam ser evitadas.
Os autores ressaltam que trata-se de um estudo observacional. Isso significa que não é possível afirmar com certeza que o aumento da atividade física seja a causa direta da redução do risco de morte.
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