search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Saúde emocional: Crianças mais tristes na pandemia

Notícias

Publicidade | Anuncie

Coronavírus

Saúde emocional: Crianças mais tristes na pandemia


A pandemia do novo coronavírus não mexeu só com os nervos dos adultos. As crianças também foram afetadas e estão mais tristes e ansiosas.

É o que revela a pesquisa “Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias”, do Datafolha, que ouviu pais e responsáveis, além de crianças e adolescentes que estudam em escolas públicas de todo o Brasil.

De acordo com o estudo, que foi encomendado pelo Itaú Social, Fundação Lemann e Imaginable Futures, 64% dos pais revelaram que as crianças estão mais ansiosas, enquanto 37% apontaram tristeza nos pequenos.

O estudo teve o objetivo de fornecer às redes públicas de ensino dados e evidências que ajudem no planejamento de ações na pandemia e na volta às aulas. Foi identificado o alcance do ensino remoto e o comportamento das famílias frente aos conteúdos não presenciais.

Atividades para espantar a ansiedade

O  empresário Flávio Barboza, de 36 anos, e a nutricionista Mábila Camila Barboza, de 34 anos com os filhos Maria Clara, de 12 e Emanuel, de 7 anos (Foto: Leone Iglesias/AT)
O empresário Flávio Barboza, de 36 anos, e a nutricionista Mábila Camila Barboza, de 34 anos com os filhos Maria Clara, de 12 e Emanuel, de 7 anos (Foto: Leone Iglesias/AT)


O empresário Flávio Barboza, de 36 anos, e a nutricionista Mábila Camila Barboza, de 34 anos, conseguiram manter os filhos Maria Clara, de 12 anos, e Emanuel, de 7, emocionalmente bem nesta quarentena.

“Logo no início da pandemia eles ficaram entediados. A Maria passou a ficar mais tempo no quarto e o Emanuel teve problemas com o sono. Rapidamente identificamos o problema e criamos alternativas para mantê-los ocupados”, disse Flávio.

O casal contou que todos fazem atividades físicas em casa e as crianças ajudam a organizar os quartos, e demais tarefas da casa. À tarde eles estudam e ainda há o momento de lazer, com pintura de telas e jogos de tabuleiro, entre outras atividades.

De acordo com a gerente de Pesquisa & Desenvolvimento do Itaú Social, Patrícia Mota Guedes, ficou mais claro a percepção dos pais em relação ao desenvolvimento de seus filhos e as dificuldades mais evidentes no período em que as escolas permanecem fechadas.

“Os dados serão enviados às secretarias de educação dos Estados e esperamos que motivem os parlamentares a se debruçarem mais sobre projetos de lei que financiem mas conectividade e equipamentos para escolas e alunos.”

Para a psicóloga e psicanalista infantil Paula Santos, existe o medo do retorno às aulas, mas muitas crianças estão ansiosas para retomar as atividades.

“A maioria das crianças está cansada da quarentena. A forma como os pais lidam com esse retorno impacta diretamente em como os alunos vão reagir. É melhor que todos encarem de forma satisfatória e positiva”, avaliou.

Já a neuropsicopedagoga Geovana Mascarenhas explicou que estabelecer rotina para as crianças e adolescentes ajuda no combate à ansiedade e à tristeza.

“Eles precisam ter hora e local apropriado para estudar em casa, bem como ter as atividades bem estabelecidas para que nem tenham tempo de se sentir mal, mesmo com toda essa situação que estamos passando”.

A pesquisa ouviu 1.018 responsáveis por 1.518 estudantes da rede pública, com idades de 6 a 18 anos, entre os dias 11 e 20 de junho.

Crise Emocional

Thayana Mandelli, 32 anos (Foto: Acervo Pessoal)
Thayana Mandelli, 32 anos (Foto: Acervo Pessoal)
Quase fui parar na UPA
Mãe de um menino de 5 anos e professora, Thayana Mandelli, 32 anos, contou que os meses de isolamento social estão sendo muito intensos. Ela que nunca teve problemas para dormir e não apresentava sintomas de ansiedade, teve uma crise que assustou.

“Estava tendo um dia ruim, pensei muito sobre a vida antes de todo esse caos. Começou com a dor de cabeça, depois a falta de ar, com uma dor forte no peito. Fiquei apavorada. Quase fui parar na UPA”.

Impactos nos profissionais

As epidemias em geral elevam as taxas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). A doença está diretamente relacionada às experiências catastróficas da situação, segundos especialistas.

Os médicos acreditam que na população dos profissionais de saúde da linha de frente e nos pacientes que passaram por internações por causa da Covid-19, o TEPT terá maior incidência.

Estatísticas mostram que 33% dos pacientes internados com o novo coronavírus e 23% dos profissionais de saúde tiveram repercussões psiquiátricas durante a pandemia, até agora.

“Pesquisas mostraram um grande aumento de doenças mentais nas populações que estavam expostas a trabalhar com a Covid. Essas pessoas tiveram receio de se contaminar e de contaminar os entes queridos”, comentou o psiquiatra e consultor da Janssen Kalil Duailibi.

A psiquiatra Letícia Mameri destacou que os profissionais da linha de frente já estavam com nível de adoecimento mental, situação que deve ser agravada.


OPINIÕES


"Eles precisam ter hora e local apropriado para estudar em casa, bem como ter atividades" - Geovana Mascarenhas, neuropsicopedagoga

"É melhor que todos encarem o retorno às aulas de forma satisfatória e positiva” - Paula Santos, psicóloga e psicanalista infantil

Entrar no grupo do WhatsApp

Quer receber as últimas notícias do Tribuna Online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp.


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados