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Saúde e segurança do trabalho para impulsionar a economia
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Saúde e segurança do trabalho para impulsionar a economia

Mais de um ano se passou do anúncio da pandemia, uma batalha global contra o SARS-CoV-2, o novo coronavírus, que agora parece ter uma luz no fim do túnel com as vacinas. Mas ainda é preciso estar atento, pois constantemente vemos o aumento de casos de infecção, tanto no Brasil quanto no nosso Estado.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), copilados pela Johns Hopkins CSSE, mostra o Brasil em segundo lugar em número absoluto de mortes, e em primeiro para o número de mortes diárias, seguido por Estados Unidos, Itália e Alemanha.

O mundo do trabalho foi intensamente afetado pela pandemia. O fechamento de todos os serviços, exceto os essenciais, devido à quarentena, resultaram em perda expressiva de renda do trabalho por meio de níveis mais altos de inatividade e desemprego.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 14,3 milhões de desempregados entre novembro do ano passado e janeiro de 2021. Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as projeções para a taxa de desemprego no Brasil nos próximos anos são de: 14,5% (2021), 13,2% (2022) e 12,4% (2023).

Apesar do levantamento gradual das medidas de quarentena, a interrupção da oferta de trabalho continuou no primeiro trimestre e é provável que persista no segundo trimestre. Deste modo, pensar e assegurar a saúde e a segurança no trabalho torna-se uma política decisiva para impulsionar o mercado de trabalho.

Perante este desafio sem precedentes, é crucial manter os serviços essenciais, mas também é fundamental proteger empresas e empregos que não se enquadram nesta categoria; para levar a economia a uma trajetória de recuperação.

Porém, é bom deixar claro que, trabalhar nunca deve prejudicar a saúde ou a vida dos trabalhadores e, com vistas a persistência desta pandemia, medidas restritivas de quarentena podem atrasar ainda mais a recuperação econômica. Estudos recentes mostram que o espaço de trabalho inadequadamente protegido pode formar aglomerados de Covid-19 e, portanto, uma cautela austera no local de trabalho é essencial.

Este cuidado pode ser obtido com medidas de engenharia, organizacionais e administrativas (SST). Ou seja, treinamento e informação, evitar interação física, prover ventilação, evitar concentração de trabalhadores, limpeza regular do ambiente de trabalho, além da máscara obrigatória como EPI para todos.

Trazendo à tona um ponto pouco visado pelas empresas, a pandemia exige, além de uma nova maneira de viver e trabalhar por meio de medidas de SST reforçadas e adaptação dos arranjos de trabalho, um olhar crítico para gerenciamento do estresse e outros riscos psicossociais neste período.

Por fim, a crise destacou a importância de um diálogo eficaz entre governo, trabalhadores e empregadores para abordarem em conjunto a questão do coronavírus no mundo do trabalho.

BRUNO BOM é engenheiro químico, especialista em Saúde e Segurança do Trabalho e membro do Ciclo de Formação Cindes Jovem, da Findes.

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