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Como identificar sinais do infarto

| 30/09/2020 18:50 h

O empresário Paulo Dutra, de  40 anos, estava com a taxa de  triglicerídeos alta e com o nível  de colesterol no limite e por isso precisou mudar de hábitos
O empresário Paulo Dutra, de 40 anos, estava com a taxa de triglicerídeos alta e com o nível de colesterol no limite e por isso precisou mudar de hábitos |  Foto: Dayana Souza/ AT

Dor no peito, palidez e náuseas. Esses são alguns sinais que podem ajudar na identificação de problemas no coração, como infarto. Hoje é celebrado o dia desse órgão e a campanha “Setembro do Coração” alerta sobre a importância de prevenir as cardiopatias. Estatísticas apontam que, por ano, elas são responsáveis por 17,7 milhões de mortes no mundo.

Somente neste ano, de março até ontem, foram registradas 47.539 mortes por infarto no País, segundo dados do portal da transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. No Espírito Santo, esse número chegou a 1.131.

Segundo a cardiologista Kátia Regina Fonseca de Vasconcellos, da Cardioservice, o infarto é causado pela formação de placas de gordura na artéria, a aterosclerose. “Isso causa um sofrimento no miocárdio. Com a diminuição de sua irrigação, há uma obstrução, o que gera o infarto, por desestabilização dessa placa de gordura”, explicou.

 cardiologista Melchior Lima destacou que, entre os problemas do coração mais graves, o infarto é um dos mais comuns.

“As pessoas podem ter sintomas de insuficiência coronariana. Geralmente, é uma dor precordial (na região à frente do coração) aos grandes esforços, como aperto ou queimação no peito. Quando a pessoa vai andando, a dor vai aumentando; quando para, ela vai diminuindo”, descreveu.

O cardiologista José Vitelio ressalta que é comum essa dor ocorrer ao lado esquerdo do peito, irradiando para o ombro. “Pode atingir o braço e antebraço, do lado esquerdo também, e pode ir para as costas. É uma dor persistente. Além disso, tem outros sintomas associados, como náuseas, vômitos e sudorese”.

Segundo os médicos, o infarto é mais comum em homens do que mulheres, em idade até a menopausa. “Alguns estudos provaram que os hormônios progesterona e estrogênio, no caso da mulher, funcionam como fator protetor de doenças coronárias”, explicou.

Bons hábitos de vida podem evitar o infarto. “É importante evitar a circunferência abdominal aumentada. Já levando em consideração o histórico familiar, deve-se fazer a prevenção desde novo”, aconselhou Kátia Vasconcellos.

Perdeu 14 quilos em dois meses

O empresário Paulo Dutra, de 40 anos, estava com a taxa de triglicerídeos alta e com o nível de colesterol no limite, condições e fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Por causa da pandemia, ele estava engordando e precisou mudar de hábitos. “No final de julho, fui a uma nutricionista, que me passou uma dieta. Todo dia, tenho ido à praia caminhar, além de malhar. Já consegui perder 14 quilos”.

Além dessas mudanças, ele conta que reduziu o consumo de bebidas alcoólicas. “Todos os anos, faço um check-up anual. Agora, estou aguardando para voltar ao médico e fazer novos exames”.

Teste rápido com saliva

Uma alternativa aos exames de sangue, atualmente usados para identificar infarto, está sendo testada em uma pesquisa realizada pela Soroka University Medical Center, em Israel. O estudo usa saliva para diagnosticar em até 10 minutos um possível ataque cardíaco.

Hoje, um exame de sangue pode levar até uma hora para diagnosticar ou não um infarto.

Segundo especialistas, o teste mais rápido ajudaria a salvar vidas. “Quanto mais rápido o paciente infartado é atendido, menos músculo do coração é perdido e menor a sequela, como uma insuficiência cardíaca”, destacou a cardiologista Kátia Regina Fonseca de Vasconcellos.


SAIBA MAIS


Infarto

  • A principal causa é a aterosclerose, doença em que placas de gordura se acumulam e obstruem o interior das artérias coronárias.
  • O infarto é considerado uma emergência que exige cuidados médicos o mais rápido possível.

Sinais

  • O principal sintoma é dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, também para o braço direito.
  • O desconforto costuma ser intenso e prolongado, acompanhado de sensação de peso ou aperto sobre tórax, suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio. Em idosos, o principal sintoma pode ser a falta de ar.
  • A dor também pode ser no abdômen, semelhante à de uma gastrite ou esofagite de refluxo, o que é menos frequente. Em diabéticos e idosos, o infarto pode ocorrer sem sinais específicos.

Risco e tratamento

  • Os principais fatores de risco são: tabagismo, colesterol, hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes. Diabéticos correm de duas a quatro vezes mais risco de infarto.

Fonte: Ministério da Saúde.

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