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Rios do Espírito Santo vão de protagonistas a vilões
Tribuna Livre

Rios do Espírito Santo vão de protagonistas a vilões

Os rios, como vias de acesso, foram importantíssimos na formação de dezenas de cidades capixabas, assim como o mar foi a via transitável para que os primeiros colonizadores aqui aportassem.

Até a metade do século XIX a ocupação colonizadora não avançava 20 quilômetros a partir do litoral. A exceção era Linhares, distante 40 quilômetros do encontro do Rio Doce com o mar. Nossas florestas permaneciam ocupadas por diversas etnias indígenas, que há muitos séculos transitavam pelo território espírito-santense.

O processo inicial de ocupação do nosso interior coincide com a entrada de mineiros, paulistas, fluminenses na criação de grandes fazendas para a monocultura do café.

Nessa mesma época, esse processo foi acelerado com a vinda de milhares de camponeses, especialmente da Europa, para ocupar as colônias agrícolas demarcadas pelo Governo Imperial, que também utilizavam o leito fluvial.

Vem daí o protagonismo dos rios, em uma província desprovida de estradas transitáveis. Por força das circunstâncias, foram utilizados como vias para o escoamento da produção agrícola e de pessoas até o litoral.

Na sua ausência, transitava-se a pé, em lombos de animais e a colheita era conduzida por tropas.
Importantes para a colonização e desenvolvimento econômico do Estado, os rios estão generosamente distribuídos no território capixaba: Itabapoana, Itapemirim, Iconha, Benevente, Jucu, Santa Maria da Vitória, Santa Cruz, Rio Doce e o Cricaré.

Foi esse vai e vem de pessoas e de mercadorias que fez surgir casas e armazéns às margens dos rios. Alguns desses núcleos habitacionais surgiram logisticamente nas proximidades da primeira cachoeira, pois dali não era mais possível navegar.
Nasciam como porto fluvial, pontos de embarque e desembarque e logo se transformavam em pequenos núcleos urbanos.

Foi assim que surgiram Cachoeiro de Itapemirim, Santa Leopoldina, Alfredo Chaves, Iconha, por exemplo. Santa Leopoldina tinha como nome inicial Porto do Cachoeiro de Santa Leopoldina, em referência ao acidente natural, a partir de onde o rio Santa Maria da Vitória se tornava navegável, assim como Cachoeiro de Itapemirim (São Pedro das Cachoeiras do Itapemirim).Foram os rios que possibilitaram o surgimento de Roma (Tibre), Paris (Sena), Florença (Arno) e Londres (Tâmisa). Todas já tiveram problemas com enchentes.

Os rios trazem sérios problemas quando excedem em volume de água e quando secam. Em grande parte, esses são problemas potencializados pela ação humana, pela ocupação desordenada, pelo desmatamento e agora pelo desequilíbrio do clima.

O Espírito Santo que somos hoje é dádiva dos nossos rios. Não há outro caminho senão protegê-los. 

Cilmar Franceschetto é diretor do Arquivo Público Estadual.

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