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“Quem nunca quis dar uma esculachada?”, afirma Juliana Paes

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“Quem nunca quis dar uma esculachada?”, afirma Juliana Paes


A atriz Juliana Paes (Foto: Reprodução / Instagram)
A atriz Juliana Paes (Foto: Reprodução / Instagram)
“Eu estou sozinha em casa e o meu almoço atrasou. Eu tenho duas crianças famintas. Vocês não estão entendendo!”, começa Juliana Paes às gargalhadas, explicando o atraso de cinco minutos na conversa com a imprensa e o AT2.

Muitas gargalhadas ainda viriam no bate-papo. Juliana é solar, alegre. “Quem nunca quis dar uma esculachada?”, diz, por exemplo, sobre as cenas de “tiro, porrada e bomba” de Bibi em “A Força do Querer”, em reprise.

A carioca de 41 anos ainda falou sobre paixão e isolamento social ao lado do marido, Carlos Eduardo Baptista, e dos filhos Pedro, 9 anos, e Antônio, 7. “Tenho vivido cenas de novela. Todos os clichês que você imaginar, eu já vivi. Fizemos tie-dye, biscoitos, vimos 'trocentos' filmes”, contou ela, que ainda não tinha sido diagnosticada com o novo coronavírus, mas hoje tem sintomas leves e mantém o alto-astral.

“Eu nunca briguei na vida!”

Como é estar em três reprises ao mesmo tempo? É surra de Juliana Paes!
Juliana Paes: (Gargalhadas) Eu estava conversando com o pessoal do meu fã-clube e eles estavam me zoando. Falaram: “Pôxa, você falou que ia descansar a sua imagem em 2020 e eu não aguento mais te ver”. (Risos)

Eu me sinto envaidecida. Acho que isso tem a ver com uma trajetória de muita dedicação. A gente vive uma vida de abdicar de muita coisa. Existe uma apreensão minha em ver “Laços de Família”, porque eu era muito crua. Tenho medo de assistir e falar: “Como eu era ruim, gente!” (Risos) Mas estou feliz, lisonjeada.

O que tem te ajudado a não pirar neste momento de isolamento social?
Tem um lado enlouquecedor dessa convivência intensa em que a gente está. Mas também um lado muito maravilhoso. Eu tenho feito grandes descobertas com meus filhos. E eles não terão 7 e 9 anos novamente.

Mas, falando só da Juliana, o que tem me ajudado a não enlouquecer é a filosofia. Uma pessoa me mandou um print da Lúcia Helena Galvão e eu comecei a assistir aos vídeos dela. Percebi que Platão não está tão distante da gente, que filosofia não é papo cabeça coisa nenhuma. Fala sobre questões que a gente está vivendo agora.

Se essa pandemia acabasse agora, eu iria fazer curso de Filosofia. Ah, e tenho meditado bastante! Tudo isso me ajuda a não pirar.

Nas novelas, já fez cenas bem fortes. Como é isso?
Quando eu tinha cenas de briga, como Bibi, eu não gostava. Eu nunca briguei na minha vida, gente! Só com as minhas irmãs, mas briguinhas. Eu nunca briguei de puxar cabelo, essas coisas. Nem na escola. Nunca entrei naquela do “vou te pegar lá fora”. Acho que eu era meio cagona com essas coisas. (Risos) Eu sou muito da paz mesmo. Sem trocadilhos. (Risos)

Na ficção, sua personagem fala sobre os quereres, desejos. Os seus se transformaram?
Talvez este momento esteja me causando tanto desconforto porque não acredito em preto e branco, nessas visões extremadas que temos hoje. Eu nunca fui de bravatas.

Agora, mais ainda: eu quero mais ouvir do que falar. Eu tenho evitado, ao longo desses anos, colocar opiniões absolutas. Eu quero me colocar no lugar de aprendiz, de ouvinte, porque eu acho que essa é uma postura mais assertiva. Hoje, eu só falo sobre o que eu quero falar. A gente não sabe tudo mesmo e tem muito para aprender.

O amor pede entrega ou se apaixonar cegamente pode ser perigoso?
Eu acho que o amor pede que você esteja inteiro dentro de uma relação. Tudo o que você faz pelo outro, por causa do outro, vai ser cobrado em algum momento. Isso tem um preço e costuma ser alto.

A Bibi era emocionalmente imatura e dependente. Acho que uma pessoa que não tenha o mínimo de inteligência emocional e seja dependente de alguém vai estar sempre em perigo.

Dizia, na época de “A Força do Querer”, que chorava nos bastidores e perdeu o apetite. Como se recuperava?
Pode parecer pesado, mas isso é corriqueiro para a gente. É comum a cena terminar e a gente continuar embalado na emoção. Aconteceu muitas vezes, porque é difícil interromper o fluxo de emoções.

Mas, quanto mais o personagem dá vazão a essas emoções, mais a gente, fora de cena, fica com a alma lavada. Você sai fisicamente moído, mas a alma está leve. É como um clímax, como um orgasmo.

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