search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Quem nunca pisou em um espinho?
Doutor João Responde

Quem nunca pisou em um espinho?

Quem caminha descalço colhe espinhos. Eu tinha 12 anos de idade e, como toda criança, corria pelas alamedas da vida em busca de aventura e diversão. Um dia, caminhando pelo quintal, espetei um espinho na sola do pé. Embora incomodasse um pouco, não liguei e continuei brincando, até ser interrompido pela minha mãe.

Vendo que eu estava mancando, ela examinou meu pé e percebeu o corpo estranho incrustado na carne. Preocupada com a possibilidade de infecção no local, ela me levou ao ambulatório médico.

Após retirar o espinho, o plantonista solicitou que me fosse aplicado soro antitetânico.

Minutos depois, eu tive um choque anafilático causado pelo medicamento. Fui conduzido para o serviço de emergência e, vítima de reação do meu sistema imunológico, por pouco eu não morri.

Semana passada, regando minhas plantas, tornei a pisar num espinho. Após lavar o local, tentei tirá-lo com uma agulha, mas não consegui.

Sabendo que a maioria dos corpos estranhos superficiais é eliminada pelo próprio organismo, resolvi deixar a natureza operar sozinha.

Com o passar do tempo, o local inflamou, produzindo edema. Nessa segunda-feira (30), pressionando o ferimento, o espinho saltou para fora com a secreção. Agradeci efusivamente a ajuda do meu sistema imunológico.

É comum não se dar a devida importância quando espetamos uma farpa em algum local do corpo. Tenta-se minimizar o acontecimento, mesmo sabendo que ele pode gerar complicações difíceis de tratar. Na realidade, se os espinhos não forem tirados imediatamente, a região poderá infecionar.

Regra geral, a vítima queixa-se de dor e sensibilidade no local afetado. Deve-se estar atento a possíveis sinais de inflamação e infecção, como edema, calor, dor e febre.

Medicina é a arte do bom senso. Tanto o excesso quanto a falta de cuidados são nocivos à saúde.
Algumas vezes, uma prosaica espetada pode provocar consequências sérias. Felizmente, na maioria dos casos, as soluções apresentam-se simples.

Algumas condutas caseiras podem ser usadas para tentar resolver esses acidentes.

Antes de iniciar a remoção, é importante desinfetar com água e sabão a região onde o espinho penetrou. Convém não esfregar o local, pois pode aprofundar o corpo estranho.

Jamais se deve espremer um espinho, tentando expulsá-lo, pois, caso ele se parta, o problema só vai piorar. É importante analisar a profundidade do agente, para facilitar sua remoção.

Caso parte do espinho tenha permanecido do lado de fora, ele poderá ser retirado com uma pinça ou fita adesiva. Se estiver coberto por uma camada de pele, talvez necessite de agulha ou lâmina para extirpá-lo.

Se o espinho está na pele há alguns dias e indicando sinais de infecção, ele deve ser extraído por médico.

Além de dispor de materiais próprios, o profissional poderá prescrever antibiótico e solicitar curativos.

Não se deve escarificar o local com agulha, pinça ou lâmina, se o espinho estiver profundamente enterrado na pele. Ao forçar sua retirada, ele afundará mais ainda, dificultando o procedimento.

Em algumas situações, uma pomada contendo sulfato de magnésio, ou ictiol, ajudará a puxá-lo para cima, expondo sua ponta. Após 48 horas, retirar o curativo e lavar a área. Assim ficará mais fácil puxar o espinho com uma pinça.

Pode-se também adicionar uma pasta grossa de bicarbonato com água sobre a região afetada e cobrir com esparadrapo, deixando agir durante a noite. Na manhã seguinte, retirar o curativo e enxaguar a região. Esse processo puxa o espinho para fora da pele, facilitando sua extração com uma pinça.

Apesar de dolorosos, espinhos na carne podem ser úteis para furar nosso inflado ego, liberando a vaidade.

Conteúdo exclusivo para assinantes!

Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

Matérias exclusivas, infográficos, colunas especiais e muito mais, produzido especialmente pra quem é assinante.

Apenas R$ 9,90/mês
Assinar agora
esqueceu a senha?

últimas dessa coluna


Exclusivo
Doutor João Responde

Baço, um órgão pouco lembrado

A designação desse órgão abdominal originou-se pelo fato dele ser embaçado, não se deixando ser atravessado pela luz. O baço sempre constituiu um desafio à curiosidade dos investigadores que …


Exclusivo
Doutor João Responde

Nossa memória imunológica

Quase ninguém se recorda da última vez em que ficou doente por conta de uma infecção microbiana, mas o sistema imune lembra bem desse momento da vida, assim como de vários outros anteriores. …


Exclusivo
Doutor João Responde

Esses malditos vírus

Nada garante a saúde permanente do ser humano. Por mais que a vida seja protegida, nada assegura a manutenção da tranquilidade do amanhã. Por esse motivo, a ciência toma conclusões como verdades …


Exclusivo
Doutor João Responde

Maconha não é droga inofensiva

Quando aquele jovem apareceu no consultório, eu já sabia boa parte da história que ele iria me contar. Preocupada, sua mãe havia ligado antes, me passando algumas informações a seu respeito. …


Exclusivo
Doutor João Responde

Minha vesícula encheu de pedras

Semanas após ter sido encaminhada para extrair a vesícula biliar, a paciente retornou ao meu consultório. Satisfeita, ela afirmou: “Minha cirurgia foi um sucesso, doutor”. Nada lembrava a …


Exclusivo
Doutor João Responde

Estou magro, mas sou gordo

Doze meses após se consultar comigo, o paciente reapareceu. Lembro-me quando ele chegou pela primeira vez. Lá estava, diante de mim, um adiposo jovem, carregando lipídios, complexos e desânimo. …


Exclusivo
Doutor João Responde

Idoso não deve morar sozinho

Amparado pelas filhas, um senhor de idade avançada entrou na minha sala e, com certa dificuldade, sentou-se na cadeira. Eu perguntei: O que posso fazer pelo senhor? Como ele se manteve silencios…


Exclusivo
Doutor João Responde

Ainda bem que envelhecer não dói

Agora que meu espírito amadureceu, meu corpo começou a envelhecer, lastimou um grisalho senhor. É verdade. A vida é curta, os sonhos são fugazes, as crises são duradouras, as decisões são difíceis, …


Exclusivo
Doutor João Responde

Como não enjoar navegando no mar

Minha pergunta é bastante objetiva, expôs um paciente ao entrar no meu consultório: Existe algo que eu possa fazer para evitar o vexame de correr em direção à amurada da embarcação e “deitar cargas …


Exclusivo
Doutor João Responde

Doença como forma de protesto

Quando aquele casal entrou no consultório, eu não imaginava que os sintomas, descritos por ambos, revelavam uma linguagem cifrada para um se queixar do outro. Mal iniciei a consulta do marido, a …


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados