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Quatro vacinas contra o coronavírus estão em testes finais no Brasil

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Saúde

Quatro vacinas contra o coronavírus estão em testes finais no Brasil


Sem ainda ter como evitar a contaminação pela Covid-19, uma das grandes expectativas da população é sobre a vacina que irá proteger contra a doença. Somente no País, quatro pesquisas de imunizantes estão na terceira e última fase de testes.

São elas: a de Oxford, Coronavac, Pfizer-Wyeth e da Janssen-Cilag (divisão farmacêutica da Johnson & Johnson), segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Ministério da Saúde já firmou duas parcerias – com o laboratório AstraZeneca e Universidade de Oxford (na Inglaterra) e com o consórcio Covax Facility, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) –, que somam a aquisição de 140 milhões de doses para a população brasileira.

A previsão é de que as vacinas cheguem ainda no primeiro semestre de 2021, até junho. O ministério afirmou, em nota, que acompanha mais de 200 estudos de vacina contra a Covid-19, com o “objetivo de encontrar uma cura efetiva e segura para a doença”.

Informou ainda que está em avaliação de novas possibilidades e permanece em contato com o Butantan e outros institutos nacionais que buscam parcerias com laboratórios estrangeiros.

“O imunizante que ficar pronto primeiro será uma opção para aquisição”, destacou.
Segundo a Anvisa, o tempo de execução dos testes depende diretamente dos condutores da pesquisa, pois envolve questões logísticas, como importação das vacinas, parcerias com os centros de teste e mobilização de voluntários.

Pós-doutora em Epidemiologia, Ethel Maciel explicou que antes de o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, entrar em circulação, outros coronavírus já tinham circulado em alguns países, como China (2002) e Arábia Saudita (2012), levando os pesquisadores a buscarem por uma vacina.

“O Sars-CoV-2 é uma modificação de coronavírus, muito parecido com o Sars-CoV (que atingiu a China em 2002). É um vírus novo, mas do ponto de vista de pesquisa, essa família já era conhecida”.

No Estado, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que monitora as pesquisas e acompanha com o Ministério da Saúde as ações para disponibilização da vacina aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Voluntários brasileiros em vários estados

Testes no País

  • Há quatro estudos de vacinas para Covid-19 aprovados no Brasil. As quatro estão na fase 3 de pesquisa, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
  • O Ministério da Saúde acompanha mais de 200 estudos que buscam a identificação de uma vacina contra a Covid-19.

Vacina de Oxford

  • Os testes da vacina da Inglaterra estão sendo coordenados pelo Laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Está sendo testada em 10 mil voluntários com mais de 18 anos; e os locais de testes, no Brasil, são em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.
  • A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conta com recursos para receber, processar, distribuir e iniciar a fabricação da vacina, caso seja comprovada a sua eficácia.

Coronavac

  • A vacina da China é produzida pelo Laboratório Sinovac, junto com o Instituto Butantan, em São Paulo. Os estudos clínicos estão sendo realizados em 13 mil voluntários com mais de 18 anos. No Brasil, participam dos testes pessoas que moram nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
  • Em São Paulo, o governador João Dória negocia a compra da Coronavac. A previsão de vacinação é o início de janeiro de 2021.

Pfizer-Wyeth

  • Desenvolvida nos Estados Unidos e Europa, é testada em duas mil pessoas com mais de 16 anos. No Brasil, participam dos estudos clínicos os estados de São Paulo e Bahia.

Janssen-Cilag (Johnson & Johnson)

  • Os estudos clínicos estão sendo realizados em 7.560 voluntários com mais de 18 anos. Devido a um efeito adverso grave em um voluntário, os testes foram suspensos nos Estados Unidos e também no Brasil.
  • No País, segundo a Anvisa, participam dos testes os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, além do Distrito Federal. Até o momento, só 12 voluntários (todos do Rio de Janeiro) haviam sido vacinados, com placebo ou vacina.

Fonte: Anvisa, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Imunizações.


Pesquisas da Johnson são suspensas no País

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interrompeu, nesta terça-feira (13), os estudos da vacina contra a Covid-19 da Janssen-Cilag Farmacêutica, divisão da Johnson & Johnson. A paralisação dos testes foi anunciada pela própria empresa por causa de uma reação adversa grave ocorrida em um voluntário no exterior.

O estudo clínico de fase 3 da vacina também foi pausado nos Estados Unidos, onde ocorreu o efeito adverso severo.

A reação, ainda não identificada até o momento, foi chamada de “doença inexplicável” no comunicado da Johnson & Johnson. A empresa acrescentou que a doença será analisada e avaliada por um conselho independente de segurança. Não se sabe se o voluntário recebeu o imunizante ou placebo.

Segundo a Anvisa, apenas 12 voluntários, todos do Rio de Janeiro, haviam sido vacinados no País, com placebo ou vacina.

No Brasil, a inclusão do primeiro voluntário ocorreu no último dia 9 e novas inclusões só poderão ocorrer quando houver autorização da Anvisa, que procederá com a análise dos dados da investigação e decidirá pela continuidade ou interrupção definitiva da pesquisa.

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