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Quando uma casa não basta
Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo

Claudia Matarazzo


Quando uma casa não basta

Essa quarentena forçada – mas para alguns relativamente bem-vinda, não fosse a tragédia porta afora das casas – tem trazido à tona o pior de um grupo de pessoas que não suportam a própria companhia e precisam estar em constante movimento.

Falo dos “Bicasas”, pessoas com segundas casas – grupo no qual me incluo e que tenho observado estarrecida pela falta completa de consciência, cidadania e, claro, o mais simples e puro bom senso.

Eles têm casas na praia ou no campo e, assim que viram que a quarentena iria durar, estabeleceram um ir e vir de suas casas como se fosse uma temporada extra de férias.
É que têm pavor de se ver limitados a uma só casa!

Falo pela amostragem de 105 vizinhos do grupo de whats do condomínio de nossa casa no Litoral Norte de São Paulo – além de outros conhecidos e familiares.

Viajar não é uma opção – Quando questionei minha vizinha da praia ela rebateu: “Ah, mas só a gente na praia não tem problema, tem?

Tem claro. Em uma semana estavam ela e todo um Maracanã de proprietários circulando pelas praias do Litoral Norte enquanto os prefeitos desesperados faziam apelos para que todos não descessem a Serra.

Em pouco tempo os apelos se tornaram proibição de ir à praia com direito à multa e prisão.

Quando vocês voltam? – Perguntei a uma amiga que me ligava querendo saber como estava. Pasma, ouvi que o marido tem ido e voltado de três em três dias para fazer supermercado, farmácia etc, pois claro, em Sampa tem mais estrutura...

Que mal tem isso? MUITO! São Paulo é um foco de Covid-19. O sujeito vem, circula com ou sem máscara, não importa – mas traz comida, caixas etc e leva para sua casa de praia.

Beleza. Se, por um azar do destino descer algum bichinho junto e ele e a patroa pegarem Covid, não tem problema. Entram no carro, sobem a serra e tentam uma vaga em algum dos muitos hospitais da cidade.

Deixam para trás a casa infectada, o caseiro/a que, se não estiver, vai pegar ao limpar a casa – e muito provavelmente outros com quem tenham tido contato.

Esses trabalhadores ao contrair Covid 19 fatalmente a espalharão para a família e a comunidade e... adivinha?
Não podem subir a serra para se tratar. Contam só com o precário sistema de saúde local que, muitas vezes, nem pronto-socorro tem.

Agora me fala: o que adianta falar em fazer o bem, plantar árvore, mandar vídeo de cantoria em homenagem aos profissionais de saúde e agir dessa forma acintosamente leviana, egoísta e ignorante? Criminosa mesmo!

Qual será a parte de isolamento social que os “Bicasas” não entendaram? Não pode ser tão ruim assim ficar em suas próprias casas, aturando a própria companhia ou dos filhos, parceiros e pais (que precisam de cuidados extras e não merecem ser abandonados com cuidadores enquanto eles vão “respirar ar puro)...

Não estou julgando. Ok, estou. E desabafando. E pedindo que, se você, como eu for um “Bicasa”, fique na primeira delas. #fiqueemcasa.

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