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Protesto de pais para pedir volta às aulas em escolas

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Educação

Protesto de pais para pedir volta às aulas em escolas


Com a retomada gradual de atividades, dezenas de pais criaram um movimento, chamado Pais pela Educação ES, e se mobilizam pelo retorno de aulas presenciais em escolas e creches.

Para pedir este retorno, eles planejam para sábado uma carreata saindo da Praça do Papa, às 9 horas. As reivindicações são para que haja uma volta opcional de aulas presenciais, com protocolos de segurança, como distanciamento social nas salas, disponibilização de álcool em gel, uso obrigatório de máscaras, entre outras medidas.

Há 255 pais no movimento, que se expandiu para redes sociais. Eles alegam que outras atividades estão voltando, menos as aulas presenciais.

A psicóloga Enislayne Simon, 40, e seu marido, o bancário Ângelo Simon, 38, participam do movimento e são a favor do retorno. Eles são pais de Caroline, 4, que está na educação infantil particular.

“Nosso pedido é que tenhamos a oportunidade de ter o online, para quem quiser permanecer em casa, e a forma presencial. Eu atendo adolescentes e pais e estamos vendo que o excesso de tela tem sido muito frequente e interfere no psicológico e emocional. Na minha casa, por exemplo, ela tem estado cansada e não quer fazer os exercícios”, conta Enislayne.

A psicóloga acredita que a forma híbrida possibilita que os protocolos de segurança sejam seguidos e que as crianças são capazes de aprender e cumprir os protocolos.

Estresse

A empresária Tatiana Andrade, 41, é uma das que querem esse retorno. Ela é mãe de Isabella, 4, e relata que o estresse, causado pelo tempo fora das salas de aula, tem se refletido fisicamente na filha.

Os pais afirmam que muitas crianças já estão enfrentando problemas de saúde por não poder ir mais ao colégio (Foto: Fábio Nunes/ AT)
Os pais afirmam que muitas crianças já estão enfrentando problemas de saúde por não poder ir mais ao colégio (Foto: Fábio Nunes/ AT)

“Ela está com pés e mãos estourados de bolhas, de tanto estresse, por ficar o dia inteiro dentro de casa. A aula remota ela já não tem aceitado mais, porque tem apenas 4 anos”.

O mesmo pedido é feito pela professora Barbara Campos Fernandes, 38, e o marido Thiago de Amorim, pais dos gêmeos Davi e Luca, 6. “Meus filhos são autistas e a socialização é muito importante. Eles tiveram uma crise de ansiedade muito forte e estão usando ansiolíticos, recomendado pelo neurologista. Eles pedem para ir à escola”.

A professora reforça, porém, que o pedido é somente para os pais que se sentem seguros. “Apesar de serem autistas, meus filhos não têm comorbidades. Temos de respeitar o medo dos outros pais”.

Retorno pode ser em outubro, mas ainda não há definição

O governo já sinalizou um possível retorno das atividades presenciais escolares em outubro, mas ainda não bateu o martelo quanto a essa volta.

Sobre o pedido dos pais, a Secretaria da Educação do Estado (Sedu) informou, por nota, que as “atividades pedagógicas não presenciais seguem até o próximo dia 30 de setembro, conforme decreto do governo do Estado. Ainda não há data definida para retorno das aulas presenciais”.

A Sedu afirmou que tem mantido o diálogo com instituições que fazem parte do grupo de trabalho do retorno às aulas e que, em parceria com a Secretaria da Saúde, serão realizados o censo sorológico, destinado a todos os profissionais da Rede Estadual de Educação, e o inquérito sorológico com a coleta de amostras da comunidade escolar capixaba.

“Para o censo sorológico serão convidados todos os trabalhadores da rede estadual de educação para trazer um mapeamento de 100% dos profissionais. Já no inquérito sorológico, serão selecionados 13 municípios capixabas que trazem a representação da população e que possuem 760 escolas, entre as redes estaduais, municipais e privada, e que farão parte da população a ser amostrada”.

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