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Professor de Educação Física morre por Covid e causa comoção em bairro

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Coronavírus

Professor de Educação Física morre por Covid e causa comoção em bairro


As palavras da pensionista Luzia Coutinho, de 62 anos, quase não saem ao falar sobre a alegria e os planos que o filho, o professor de Educação Física Felipe Coutinho, 34, tinha para o futuro.

Ele morreu na madrugada de de terça-feira (7), após lutar contra o novo coronavírus durante 14 dias, internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra.

Felipe era dono de uma empresa de recreação, sendo conhecido como tio Sumô. Sua morte causou grande comoção no bairro Consolação, em Vitória, onde amigos chegaram a fazer uma carreata na tarde de ontem para se despedir dele.

“Meu filho iniciou os sintomas por volta do dia 10 de junho. Como eu tive chikungunya, ele também acreditava que estava com o mesmo, pois os sintomas eram semelhantes. Buscamos um médico e ele foi medicado”.

Felipe Coutinho, 34 anos, era professor de Educação Física  (Foto: Acervo de família)
Felipe Coutinho, 34 anos, era professor de Educação Física (Foto: Acervo de família)
Segundo Luzia, os sintomas não melhoraram e o filho começou a apresentar muito cansaço. “Não estava normal. Meu filho era muito ativo. Já levantava acordando a todos, falando alto. Então voltamos para o médico”.

No dia 22, ela contou que ele foi à unidade de saúde para fazer o exame para Covid, mas já estava com a saturação baixa, por isso foi encaminhado ao Pronto Atendimento da Praia do Suá.

“O médico explicou que, pelo raio-X, ele estava com pneumonia sugestiva para a Covid. Dois dias depois, foi transferido para a UTI do Jayme (dos Santos Neves). De lá pra cá, foram infecções, febre, mudaram a medicação várias vezes, mas teve a parada cardiorrespiratória”.

Para Luzia, uma das maiores dores foi não ter visto mais o filho durante a internação. “A última vez que vi meu filho foi quando levei ele para o PA e por uma chamada de vídeo no dia seguinte. Isso não está certo. Ele era meu filho único. Ele amava brincar com todos. Tinha tantos amigos, da faculdade, do primário”.

Luzia ainda revelou que, apesar de Felipe ser do grupo de risco por ser obeso, eles estavam tomando muito cuidado e evitando sair de casa até para fazer compras. “Agora resta a dor. Ele deixou dois filhos pequenos, de 6 e 11 anos”, lamentou a mãe.

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