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Privacidade, um resgate urgente!
Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo

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Privacidade, um resgate urgente!

Na era dos reality shows e das redes sociais, falar em privacidade é uma ousadia, bem sei. Mas, é necessário. O conceito é bem conhecido dos verdadeiramente elegantes. Pena que, a cada dia, sejam mais raros.

Resgatar o conceito, não apenas pode ser salutar, para nos proteger dos excessos da superexposição, como também nos permite exercitar a discrição, qualidade que pode acabar nos destacando em uma multidão de exuberantes e cafonas exibicionistas.

Pensando nisso, compartilho a necessidade de preservarmos certos momentos, reservarmos algumas vivências para poucos – ou apenas para nós mesmos – e, de quebra, dar um “upgrade” em nossa imagem.

Cansei de ouvir “meu corpo, minhas regras” em referência a assuntos que pouco têm a ver com o corpo e as regras – e muito mais com o fato de invadir o outro com excesso de intimidade!

Frescura? Nada disso. Você pode não se incomodar de amamentar em público, por exemplo. Mas, muita gente considera que isso deva ser feito com privacidade.

Não pensam assim por uma questão moral, mas por ser melhor para o bebê e para a própria mãe, que, em um momento em que, literalmente, está passando o alimento do seu corpo para outro, merece um respiro – e tranquilidade, em vez de compartilhar o mesmo com uma multidão.

Fato – Existem coisas e momentos que dizem respeito à intimidade da vida da outra pessoa – e isso pode se traduzir em gestos, palavras, espaços ou atos.

Também ainda existe muita gente que não gosta de compartilhar absolutamente tudo da sua vida. Quer apostar? Se você não quiser ser o mala que invade e é inconveniente, comece a exercitar a discrição, qualidade que ajuda a entender o caminho até à privacidade. Alguns exemplos:

Quarto e cozinha – Pedir para ver/conhecer a ala íntima da casa é imperdoável. Sei que muita gente adora mostrar e fazer o tour: mas é constrangedor para o visitante ter de entrar em contato com objetos pessoais e medicamentos pelo banheiro, ou mesmo roupas sobre a cama, etc. Cozinha, pode? Claro que sim. Desde que seja franqueada pelo anfitrião. Há quem não goste.

Perguntar quanto ganha – Ou quanto custou. Não dá. Há quem não se incomode, mas, a maioria se importa, e muito. Não, não é natural falar de dinheiro o tempo todo. Quando se trata de salário ou gasto próprio, é invasivo sim!

Intimidades – Suas ou do cônjuge. A quem interessa? Não tem a menor graça. O que pode parecer sensual para alguns, é pra lá de grotesco – ou nojento – para outros.

Doença e relatórios médicos – Para que comentar? Descrever? E se queixar? Exceto em caso de doenças graves e necessidade de apoio (que pedimos para poucos amigos e familiares), de nada adianta compartilhar tristezas e mazelas com quem pouco poderá fazer para mitigá-las...

Existem muitos outros assuntos e situações que não precisam ser tão expostos. E acredite: a partir do momento em que entendemos isso, passam a fluir muito melhor do que quando à mercê da inveja e palpitaria geral da galera!

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