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Primeiro estágio
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

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Primeiro estágio

Em sua palestra a profissionais matriculados no curso de aprimoramento para a Licença Pro da CBF Academy, na semana passada, o francês Arsène Wenger abriu a dissertação falando que há dois tipos de jogadores de futebol e três níveis de treinos. Os atletas ele divide entre os “profissionais” e os “profissionais de alto nível”. E sobre as atividades Wenger diz que uma equipe pode “treinar por treinar”, “treinar para competir” ou “treinar para vencer”.

Definições óbvias, mas que talvez nos ajude na avaliação dos treinadores em atividade no futebol brasileiro.

Se estivesse presente ao evento, a pergunta que eu faria ao treinador francês que dirigiu o Arsenal por 23 anos, de 1996 a 2018, é se ele acha possível um grupo de jogadores apenas “profissionais” ser treinado para vencer.

Mas, como me limitei a assistir à palestra, tive de aguardar o “campo me responder”, como se diz na linguagem da boleirada.

E ela veio na noite de quinta-feira, com o 3 a 1 dos “profissionais” do Vasco sobre os “profissionais de alto nível” do Flamengo.

Ou seja: Marcelo Cabo, o treinador vascaíno, começa a mostrar serviço e isso é animador.

Pode ser até que uma vitória sobre o Boavista logo mais, na penúltima rodada de classificação do Carioca, em Bacaxá, mantenha o time com chances de participação na fase final do torneio. Mas sua importância maior não é essa — e o planejamento do clube, jogando as rodadas iniciais sem os titulares, deixou claro que o Carioca não era prioridade.

O time está ainda num primeiro estágio da sua construção e é fundamental que haja regularidade em termos de resultados para que os jogadores acreditem no sistema de jogo idealizado pelo treinador.

A fase defensiva, com Leo Mattos, Ernando, Castán e Zeca, parece resolvida, e o meio-campo, com o retorno de Rômulo ganha experiência e um pouco mais de solidez.

Galarza, Andrey e Bruno Gomes precisavam de uma boa referência para o setor, e a boa rodagem do pernambucano, campeão da Copa do Brasil de 2011, encorpa a fase defensiva.

O time não tem ainda o “meia desequilibrante” que o gaúcho Tite consagrou, mas a boa atuação de Morato no clássico abriu a expectativa. Tem 28 anos, o DNA de jogador de clube grande, e algum talento a ser explorado.

Desde 2016 que o Vasco não termina o Carioca sem derrota nos clássicos. Portanto, se a classificação para as semifinais não for possível, o torcedor já terá ao menos o que festejar...

Algo mais
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