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Políticos revelam que sofrem racismo e homofobia

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Políticos revelam que sofrem racismo e homofobia


Ser vigiada sob o olhar atento de um segurança de supermercado, confundido com pastor por usar terno e gravata ou até mesmo receber ameaças de morte seguidas de mensagens homofóbicas na internet.

Os relatos podem parecer comuns a quem sofre preconceito no dia a dia, mas, na verdade, eles foram feitos pela vice-governadora Jaqueline de Moraes (PSB), o advogado André Moreira e pelo senador Fabiano Contarato (Rede). Enquanto os dois primeiros alegam ser vítimas de racismo, Contarato garante lutar contra a homofobia.

Em comum, eles trazem no discurso a resistência a qualquer tipo de preconceito e a luta por respeito. Para conhecer essa realidade, A Tribuna ouviu políticos de vários partidos que revelaram as situações que já sofreram e como enfrentam o problema no dia a dia. Jaqueline revelou que se deparou com machismo quando ainda era vereadora.

“Me elegi em 2012, em Cariacica. Na época eram 16 vereadores e duas vereadoras. Eu percebia que chegava na Câmara e precisava me impor para alguns homens, para que eles pudessem me respeitar. Já teve caso de um vereador apontar o dedo para mim e eu apontar de volta. Não baixava a cabeça, não”, afirmou Jaqueline.

Ela destacou que, no mesmo mandato, foi confundida com a assessora. “Cheguei com minha assessora, que era loira, em um órgão público, e a recepcionista puxou a cadeira, virou para a minha assessora e disse: 'Senta aqui, vereadora'. Na época, eu levei na brincadeira, mas é claramente um preconceito social, por eu ser negra”.

A vice-governadora explicou que acredita na educação como forma de combate ao preconceito.

“Acredito na representatividade afirmativa. As pessoas precisam se declarar. Também acredito na educação. Se for tratada de forma racista, irei denunciar”, garantiu. Contarato, que é homossexual, disse que, desde que entrou para a política, passou a receber dezenas de ameaças de morte por conta de sua orientação sexual.

“O preconceito que recebi em menos de um ano foi mais do que o que sofri a vida inteira. Eu luto pelo meu direito e tenho feito isso a todo momento. A liberdade de expressão não dá direito de que as pessoas pratiquem crimes. Tudo tem limite”, relatou Contarato.

Internauta desejou 44 mil chibatadas em parlamentar

Wanderson processou internauta (Foto: Dayana Souza/AT)
Wanderson processou internauta (Foto: Dayana Souza/AT)
Ao fazer uma postagem em uma rede social sobre o Dia da Consciência Negra, o vereador de Vitória Wanderson Marinho (PSC) foi surpreendido com um comentário preconceituoso.

“Esse merece 44 mil chibatadas”, escreveu um internauta para o parlamentar.

“Muitas vezes, a pessoa não sabe que é preconceituosa, mas, quando se depara com alguém negro que está no poder, ela acaba se rebelando.

Nesse caso, eu processei a pessoa e registrei ocorrência na delegacia. A punição que eu pedi foi uma retratação no Facebook, que ele fez”, afirmou o vereador.

André Moreira (Psol), que concorreu ao governo do Estado, afirmou que também já sofreu racismo.

“A gente só combate isso com política pública, mostrando que os negros podem ocupar qualquer espaço na sociedade”.

Segundo a Polícia Militar, em 2018 foram registrados 107 crimes de racismo no Estado, no período de janeiro a novembro. Este ano, no mesmo período, foram 95 ocorrências registradas pela PM.

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