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Senado reage a Bolsonaro e trava indicação ao STF

| 18/08/2021 09:41 h

Ao anunciar que pedirá o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro reforçou a disposição do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) de manter na gaveta a indicação de André Mendonça à Corte.

André Mendonça está no páreo
André Mendonça está no páreo |  Foto: Divulgação
A única chance de o clima melhorar para destravar a sabatina de Mendonça, segundo pessoas próximas de Alcolumbre, é se Bolsonaro baixar o tom, cessar os ataques a parlamentares e ao Supremo e dar sinais claros de que não provocará mais fissuras entre os Poderes.

Desde que Bolsonaro oficializou o nome do ex-advogado-geral da União para a vaga deixada por Marco Aurélio Mello, em julho, Alcolumbre trabalha para que Mendonça não seja aprovado. A estratégia é postergar a sabatina pela qual o ex-ministro deverá passar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e tentar emplacar no seu lugar o procurador-geral Augusto Aras.

Ele, por sua vez, aguarda a sua própria sabatina no Senado após ter sido indicado por Bolsonaro para mais dois anos na chefia da Procuradoria-Geral da República. Entre as razões para que Alcolumbre segure a inquirição de Mendonça está a preferência por outro nome e o discurso bélico de Bolsonaro.

Alcolumbre relatou a aliados ter ficado chateado com a pressão de bolsonaristas nas redes sociais para que ele colocasse em votação na CCJ do Senado uma proposta de emenda à Constituição que estabelecia o voto impresso, após o assunto ter sido rejeitado na Câmara.

Há também um fator de cunho pessoal. Segundo pessoas próximas, Alcolumbre culpa Bolsonaro por não ter se empenhado o suficiente para resolver o problema do apagão que acometeu o Amapá no ano passado, contribuindo para a derrota de Josiel Alcolumbre (DEM), seu irmão, que disputava a Prefeitura de Macapá.

Depois de Bolsonaro ter afirmado que enviará ao Senado o pedido de impeachment dos ministros do STF Alexandre de Moraes e de Luís Roberto Barroso, o senador afirmou a pessoas próximas que não pretende pautar a sabatina de Mendonça nos próximos três meses.

A CPI da Covid acaba em 16 de setembro, e, com isso, Alcolumbre consegue retomar os holofotes no Senado. Aliados dele, no entanto, avaliam que dificilmente a sabatina ocorrerá antes de novembro.
 

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