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MPES quer que ONG explique sobre verba recebida de programa de Michelle Bolsonaro

| 06/10/2020 15:30 h | Atualizado em 09/10/2020, 16:45

Michelle Bolsonaro: direcionamento sem edital de concorrência
Michelle Bolsonaro: direcionamento sem edital de concorrência |  Foto: Divulgação

O Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) pediu esclarecimentos a uma Organização Não Governamental (ONG) de São Paulo sobre um repasse de R$ 14.700 recebido do programa Pátria Voluntária, do governo federal, presidido pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O MP-ES quer saber quando a Associação Virgem de Guadalupe, com sede em São José dos Campos (SP), recebeu a quantia do programa da União. O pedido acontece no contexto do procedimento de aborto da menina capixaba de 10 anos, que ganhou as manchetes de todo o País, após ser estuprada por um tio e viajar até Recife (PE) para dar fim à gravidez.

A Associação Virgem de Guadalupe é uma das entidades que participaram de reuniões com autoridades em agosto durante a definição da interrupção da gravidez. A ONG diz, de forma institucional, que é “pró-vida” e contra o aborto.

Ao jornal Folha de S. Paulo, a presidente da entidade, Mariângela Consoli, já chegou a dizer que sua ida a São Mateus, onde residia a criança, fez parte de uma missão “institucional”. Investigações do jornal apontaram que a delegação fez parte de um esforço do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) de impedir que o aborto fosse realizado.

O ministério e a entidade, no entanto, negam terem tido essa intenção. Agora, o MP-ES quer saber, quando foi feito o repasse do programa à entidade. A ideia é tentar identificar se há alguma relação entre a doação e a ação dela no episódio envolvendo a menina.

Investigações

Na semana passada, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União pediram a abertura de investigações sobre o direcionamento de recursos do Pátria Voluntária após denúncia de que o programa repassou, sem edital de concorrência, dinheiro de doações privadas a instituições missionárias evangélicas aliadas da ministra Damares Alves, do MMFDH.

À Agência Globo, a presidente da ONG disse não saber quem teria indicado a entidade para receber os recursos. A reportagem entrou em contato com a ONG por telefone, para comentar o pedido de esclarecimento da promotoria capixaba, sem sucesso.

*Matéria atualizada às 16h45 do dia 09 de outubro de 2020.
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