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Internado com covid, senador Major Olimpio tem morte cerebral confirmada

| 18/03/2021 16:20 h | Atualizado em 18/03/2021, 17:03

Deputado Major Olimpio, presidente do PSL em São Paulo
Deputado Major Olimpio, presidente do PSL em São Paulo |  Foto: Agência Câmara

O senador da república Major Olímpio (PSL-SP), de 58 anos, teve morte cerebral confirmada, na tarde desta quinta-feira (18). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do parlamentar, nas redes sociais.

Desde o início do mês, ele estava internado com covid-19, mas seu quadro se agravou nos últimos dias e ele foi transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e também precisou ser intubado. Ele completaria 59 anos no próximo sábado (20).



Senador de primeiro mandato, Major Olímpio foi deputado estadual por oito anos e deputado federal entre 2015 e 2018.

Foi eleito ao Senado Federal como o mais votado da história (mais de 9 milhões de votos) com o apoio de Jair Bolsonaro (hoje sem partido), mas acabou se distanciando após fazer críticas aos filhos do presidente da República. Os suplentes dele são o empresário Alexandre Luiz Giordano e o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

O paulista é o terceiro senador vítima da covid-19. Antes dele, morreram Arolde de Oliveira (PSD-RJ) e José Maranhão (MDB-PB)

História

Nascido em Presidente Venceslau (SP), Sérgio Olimpio Gomes foi presidente da Associação Paulista dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Na carreira militar incorporou seu nome eleitoral (major) e conquistou a base que o elegeu a uma cadeira na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), em 2006, com cerca de 52 mil votos. Ele foi reeleito em 2010 para o Legislativo paulista e se lançou ao cargo de deputado federal, em 2014, quando foi eleito com 179 mil votos, o 14º mais votado no estado.

Apesar da fala forte e seus gritos no plenário incomodarem parlamentares, Olimpio era respeitado pelos pares no Congresso e tinha tratamento cordial com os colegas.

Durante o mandato na Câmara, manteve as bandeiras pelos policiais militares e a fala firme contra o PSDB. Em setembro de 2017, protagonizou uma das poucas cenas em que o ex-governador Geraldo Alckmin se exaltou e gritou publicamente.

Com um microfone e uma caixa de som, Olimpio foi a São Carlos (SP) cobrar do governador o reajuste nos salários de policiais. Ele gritava fazendo os pedidos por aumento nos rendimentos e correligionários do ex-governador criticaram Olimpio. No final do seu discurso, Alckmin tratou de responder ao então deputado:

"Alguém aqui ganha R$ 50 mil do povo de São Paulo? É ele que está gritando. Ele ganha R$ 50 mil, devia ter vergonha, vergonha de vir aqui, R$ 50 mil do povo de São Paulo. Tenha vergonha, deputado!", gritou Alckmin do palanque para Olimpio.

O embate com Alckmin foi mais um momento de tensão como ferrenho opositor ao PSDB. Ao longo da vida, Olimpio passou por seis legendas (PP, PV, PDT, PMB, Solidariedade e PSL), sempre como oposição aos tucanos.

A rixa se deu pela defesa da Polícia Militar, que é comandada desde 1994 pelos tucanos, que venceram todas as eleições para governador no período.

Em 2020, Major Olímpio chamou Bolsonaro de traidor e disse que o presidente brigou com ele "porque não queria que eu assinasse a CPI da Lava Toga do STF para proteger filho bandido". "Eu não gosto de ladrão. Para mim, ladrão de esquerda é ladrão. De direita, é ladrão. Se for filho do presidente ladrão roubando junto com o presidente, eu vou dizer", diz Olímpio em um áudio de WhatsApp para rebater críticas de policiais que o cobravam, alegando que o senador mudou de posição após ser eleito.

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