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General Fernando Azevedo, ex-ministro de Bolsonaro, desiste de direção do TSE

Decisão seria motivada por questões pessoais e familiares

Agência Folhapress | 16/02/2022 15:33 h

O general do Exército Fernando Azevedo, ex-ministro da Defesa do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), desistiu de assumir a Diretoria-Geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). De acordo com o TSE, Azevedo comunicou a decisão aos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes sob a alegação de "questões pessoais de saúde e familiares".

Os dois magistrados assumem, respectivamente, os postos de presidente e vice da corte eleitoral no final deste mês. A partir de agosto, a presidência ficará a cargo de Moraes.

O militar da reserva conversou pessoalmente com os ministros e explicou a eles que exames médicos realizados recentemente indicaram a necessidade de cuidados especiais com a saúde. Um novo nome para a direção-geral do TSE deve ser escolhido até o final da semana. A escolha do general para a função, encarregada de tocar questões administrativas do tribunal, era visto como possível constrangimento para Bolsonaro. Está subordinada ao cargo a área de tecnologia, responsável pelas urnas eletrônicas e softwares utilizados nas eleições.

Nos últimos meses, Bolsonaro protagonizou um embate com integrantes do TSE, principalmente Barroso, ao levantar, sem provas, suspeitas sobre a confiabilidade do sistema eleitoral. Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, Azevedo vinha participando de reuniões de transição no TSE, atualmente comandado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Emitiu sinais de que a indicação a um cargo na corte, diretamente relacionado à realização das eleições, seria uma tentativa de neutralizar eventuais contestações ao resultado das urnas. Azevedo teve participação, ainda que discreta, na campanha de Bolsonaro em 2018. Atuou em um grupo que formulou propostas para o então candidato à Presidência.

De janeiro de 2019 a março de 2021, o oficial do Exército exerceu o cargo de ministro da Defesa. Em uma crise militar sem precedentes desde a década de 1970, o ministro e os comandantes das três Forças Armadas foram demitidos pelo presidente.

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