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Ex-gerente da Petrobras em Vitória condenado a 15 anos de prisão por superfaturamento na sede na Reta da Penha

| 17/06/2020 21:17 h | Atualizado em 17/06/2020, 21:35

O ex-gerente da Petrobras Celso Araripe foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção e levagem de dinheiro. A decisão foi do juiz ederal Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba. As informações são do Paraná Portal.

Araripe foi acusado pela força-tarefa da Lava Jato em meio a um esquema que fraudou aditivos no contrato para a construção da sede da estatal no Barro Vermelho, em Vitória. 

Também foram condenados o ex-executivo da Odebrecht Paulo Sérgio Boghossian e o empresário Eduardo de Oliveira Freitas Filho.

Eduardo é apontado como operador de propinas, ele foi acusado pela força-tarefa Lava Jato de usar a empresa Sul Brasil para intermediar R$ 3,5 milhões em propinas. Ele foi condenado a 9 anos de prisão.

Já Boghossian, como assinou um acordo de delação premiada, não irá cumprir a pena de 9 anos de cadeia em regimo fechado. 

Segundo a denúncia, Araripe, que era responsável pela obra da construção da sede administrativa da Petrobras em Vitória, atuou para favorecer o Consórcio OCCH no processo de licitação, aberto em janeiro de 2007.

Prédio da Petrobras, em Vitória, onde funcionários de Campos, São Mateus e da Bahia irão trabalhar.
Prédio da Petrobras, em Vitória, onde funcionários de Campos, São Mateus e da Bahia irão trabalhar. |  Foto: Thiago Coutinho/Arquivo AT 04/05/17

Esse consórcio era formado pelas construtoras Odebrecht, Camargo Correa e Hochtief do Brasil. Para direcionar o contrato em favor do cartel, Araripe teria acertado com Paulo Sérgio Boghossian, da Odebrecht, líder do Consórcio OCCH, propinas de pelo menos R$ 3 milhões.

A força-tarefa da Lava Jato apurou que o pagamento se deu por meio de um contrato fictício de prestação de serviços entre a Odebrech e a Sul Brasil.

Entre 2010 e 2013, foram identificados ao menos 8 repasses à empresa. O dinheiro teria sido repassado posteriormente ao ex-gerente da Petrobras.

Celso Araripe negou as acusações. Os réus condenados ainda podem recorrer da sentença.

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