Ex-deputado Douglas Garcia troca socos com manifestantes na USP
Garcia postou vídeo do momento em suas redes sociais, alegando que agiu em legítima defesa após ser agredido
Um protesto contra o PL da Dosimetria terminou em confusão nesta quinta-feira, 8, no faculdade de direito da Universidade de São Paulo (USP), que fica no Largo do São Francisco, centro da capital paulista. O ex-deputado estadual e atual suplente de vereador em São Paulo, Douglas Garcia, se envolveu em uma confusão com manifestantes que estavam no local.
O ato foi marcado nesta data para relembrar três anos da invasão e vandalismo das sedes dos Três Poderes em Brasília por bolsonaristas, em 8 de janeiro de 2023. Garcia foi ao local acompanhado do vereador paulistano Rubinho Nunes e do vereador de Vinhedo Malcon Mazzucatto, todos os três do União Brasil. O ex-deputado tentava gravar vídeos provocando os manifestantes.
Em dado momento, os ânimos se exaltaram e Garcia foi expulso escadaria abaixo sob gritos de "recua, fascista". O ex-parlamentar teve a camisa rasgada. No andar térreo, Garcia trocou socos com alguns militantes de esquerda. O próprio ex-deputado postou vídeo do momento em suas redes sociais, alegando que agiu em legítima defesa após ser agredido.
Pancadaria na USP: Douglas Garcia e Rubinho Nunes foram - mais uma vez - provocar estudantes da universidade, que reagiram, e ato 'Sem Anistia' terminou em pancadaria. pic.twitter.com/GpMlb7u2ig
— REC Notícias (@REC_NoticiasBr) January 9, 2026
Rubinho Nunes negou ter cometido qualquer agressão ao jornal Folha de S.Paulo. Mazzucatto também postou vídeo em que troca empurrões com manifestantes.
O PL da Dosimetria foi vetado pelo presidente Lula nesta quinta, após ser aprovado no Congresso em 2025.
Garcia foi eleito deputado estadual em 2018 pelo PSL, mesmo partido em que estava o então presidente Jair Bolsonaro. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, defendeu posições conservadoras contra o aborto, o desarmamento e a "ideologia de gênero".
Antes de ser deputado, Garcia era líder do grupo conservador Direita São Paulo e criou um bloco de carnaval para homenagear Carlos Alberto Ustra, torturador do regime militar. Em 2020, foi expulso do PSL por violar o código de ética do partido ao praticar atividades políticas contrárias ao regime democrático. Ele já havia sido suspenso antes pela disseminação de notícias falsas e ataques às instituições democráticas.
Em 2022, tentou uma vaga de deputado federal, mas teve pouco mais de 24 mil votos e não se elegeu. Em 2024, Garcia teve 9 mil votos para o cargo de vereador em São Paulo e conseguiu uma vaga de suplente. Em suas redes sociais, posta constantemente vídeos em que vai a manifestações de esquerda para confrontar os participantes.
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