“Vamos cortar na carne”, afirma delegado-geral sobre policiais investigados no ES
De acordo com o chefe da Polícia Civil, policiais não poderiam ter sido afastados antes, em respeito ao devido processo legal
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“Se for preciso, vamos cortar na própria carne. A má conduta de cinco policiais não pode manchar o trabalho de outros 1.700 policiais civis, que acordam cedo todos os dias e honram a instituição”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.
De acordo com o delegado-geral, a investigação se tornou mais consistente com as informações do traficante preso em 2024.
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Central/MPES) procurou a Corregedoria da Polícia Civil.
Ele destacou que os policiais não poderiam ter sido afastados antes, em respeito ao devido processo legal. “Só podem ser afastados pela Justiça, ou com a instauração de um procedimento pela Corregedoria, enviado ao delegado-geral, solicitando o afastamento dos policiais.”
Segundo Arruda, a Corregedoria firmou acordo com o Gaeco de que faria a parte administrativa e o MPES, a parte criminal das investigações.
Desde o momento em que foi desencadeada a operação, a Corregedoria participou de todas as etapas. “O Gaeco então solicitou as prisões para a Justiça”, afirmou.
O delegado-geral destacou que a Polícia Civil não compactua com os desvios de conduta. “A Polícia Civil não coaduna com os fatos gravíssimos e estamos trabalhando para que tudo seja apurado com o máximo rigor.”
José Darcy Arruda não descartou que mais policiais possam ser afastados, a partir das apurações administrativas da Corregedoria.
Ele afirmou ainda que todas as pessoas que prestaram depoimento no âmbito do inquérito serão novamente ouvidas na esfera administrativa pela Polícia Civil.
Entre as medidas adotadas, Arruda destacou a remoção de servidores do Denarc para outras delegacias e de outras unidades para o departamento, como uma praxe em procedimentos que envolvem esse tipo de investigação.
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