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Tia vendia foto e vídeo pornográficos de sobrinha por R$ 30 no WhatsApp

Mulher de 27 anos vendia os conteúdos pornográficos por 30 reais no WhatsApp. Caso foi descoberto por ONG americana

Kananda Natielly, do jornal A Tribuna | 21/07/2022 15:59 h

Polícia encontrou até brinquedos que eram utilizados nas filmagens da criança
Polícia encontrou até brinquedos que eram utilizados nas filmagens da criança |  Foto: Divulgação/PCES
 

Aproveitando-se da inocência e ingenuidade da sobrinha, de apenas nove anos, uma mulher de 27 anos decidiu usar a  menina para produzir, armazenar e compartilhar fotos e vídeos pornográficos. Segundo a polícia, cada imagem era vendida a R$ 30,00 em aplicativos de conversa, como o  WhatsApp.

A tia da menina acabou presa em flagrante,  na última segunda-feira, dentro da casa onde ela, a criança e a avó moravam, em um bairro de Vitória. Aos policiais, ela confessou o crime e disse que o praticava para conseguir mais dinheiro para sustentar seu vício em drogas. 

O caso só foi descoberto após um longo trabalho de investigação, feito pela  Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). Um relatório feito por uma ONG americana, que recebeu notificações do WhatsApp com informações da acusada, alertou a Polícia Federal sobre   o crime e, automaticamente, os agentes acionaram a Polícia Civil. 

“Inicialmente, acreditávamos que se tratava de um armazenamento de conteúdo, relacionado ao abuso sexual infantil. Mas  a gente observou que a pessoa ali estava produzindo conteúdo. Ou seja, ela estava abusando da criança no interior da residência”, disse o titular da DRCC, delegado Brenno Andrade em entrevista coletiva ocorrida ontem. Também estavam presentes os delegados Darcy Arruda e Gianno Trindade.

Delegados Brenno Andrade, Darcy Arruda e Gianno Trindade: coletiva
Delegados Brenno Andrade, Darcy Arruda e Gianno Trindade: coletiva |  Foto: Fábio Nunes/AT
 

A polícia solicitou à Justiça um mandado de busca e apreensão na casa onde a criança estaria sendo vítima do  abuso. Foram encontrados objetos como brinquedos que eram usados nas filmagens.  

“Ao chegarmos  no local,  verificamos que a responsável era a tia da criança. Uma criança de nove anos apenas, que era abusada, explorada sexualmente,  e os vídeos eram vendidos pelo valor de R$30,00”, relata o delegado.

Em depoimento, além de confessar a prática criminosa, a acusada alegou que estava  desempregada e que  fazia programas, cobrando cerca de R$ 150,00. 

Disse ainda que teve a ideia de produzir o conteúdo com a sobrinha após ser procurada por vários homens solicitando fotos e vídeos de menores. 

Ela foi autuada por estupro de vulnerável, já que as próprias imagens mostram que houve toque na menina, e vai responder   por armazenamento de conteúdo pornográfico infantil. Também pode responder pelo crime de favorecimento a prostituição. 

Criança recebia 2 reais por imagem

Para induzir a menina de nove anos a produzir vídeos e fotos pornográficas, a tia da garota, de 27 anos, dava R$ 2,00 por cada arquivo vendido no WhatsApp. 

“Ela vendia cada material por R$ 30,00 e desse  valor, repassava R$ 2,00 para a criança, dizendo que era para que ela comprasse bala”, disse o titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade.

O delegado informou ainda que embora morasse também com a avó, a familiar não sabia que a menina era vítima do crime. 

“Essa sobrinha passava  o dia todo ali na residência com a tia e a avó, mas a  avó não sabia dos fatos. Após as investigações, nós tivemos essa certeza”, disse.

Um outro fato informado pelo titular da DRCC é a presença de dois homens na casa onde a garota vivia. Segundo ele, as investigações apontaram que dois homens estavam na residência e teriam levado a criança para o terraço da casa.

“O exame feito na  criança  mostrou que ela era virgem. Então, não obstante o laudo pericial, outros tipos de abusos podem ter sido cometidos ali também. A polícia agora vai  identificar,  investigar e levar também  à Justiça  essas pessoas”, disse. 

Toques

De acordo com a polícia, no momento em que produzia o conteúdo pornográfico,  a tia da menina de nove anos aproveitava o momento para tocar a menina, cometendo estupro de vulnerável.

Compradores vão ser investigados

Pelo menos dez pessoas do Estado são investigadas pela Polícia Civil suspeitas de terem comprado os vídeos e fotos da menor de nove anos, abusada sexualmente pela própria tia. 

Segundo a polícia, caso sejam identificadas e localizadas, cada uma delas vai responder pelos mesmos crimes da tia da garota. 

Brenno Andrade, delegado da DRCC, falou sobre a prática do crime no Estado. Segundo ele, os casos são frequentes, mas no caso em específico, o que mais chama atenção é ele ter sido praticado por uma mulher. 

“Verificamos que em um caso de produção de conteúdo, geralmente são os homens os responsáveis por essa produção. É muito importante tirar essas pessoas de circulação”, disse.

Ainda segundo o delegado,  a menina foi entregue ao Conselho Tutelar de Vitória. Posteriormente sua tutela foi entregue à mãe biológica, que não sabia da existência do crime. 

Dos locais onde os abusos eram cometidos, a polícia informou que eles aconteceram enquanto a menina tomava banho  e quando trocava de roupa, em seu quarto. 

A tia foi levada para o Centro de Triagem de Viana ( CTV).

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