Suspeito de matar Dante Michelini foi avisado sobre caso Araceli
Homem afirmou ter sido avisado sobre passado de Dantinho após ser agredido pelo empresário
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O suspeito do assassinato de Dante Brito Michelini teria sido alertado sobre o envolvimento do empresário na morte da menina Areceli Cabrera Crespo, assassinada aos 8 anos, em 1973, em Vitória. De acordo com informações da repórter Suzy Faria, da TV Tribuna/Band, o suspeito teria recebido informações sobre o passado de Dantinho após ser agredido pelo empresário.
William Santos Manzoli, de 29 anos, estava preso desde meados de janeiro, após cometer assaltos e ameaçar pessoas na região de Meaípe, em Guarapari. Ele teria sido agredido por Dantinho com uma barra de madeira, após invadir a o sítio do empresário e se esconder em um celeiro da propriedade.
Em relato aos policiais, Willian confessou que cometeu o crime após ser avisado por moradores da região sobre o envolvimento de Dantinho no caso Araceli. Segundo informações, populares o alertaram que ele 'havia sido agredido por um estuprador'. Diante da situação, o suspeito teria retornado ao sítio e matado Dantinho, retirando sua cabeça e ateando fogo na residência.
Ainda segundo informações da repórter Suzy Faria, William Santos Manzoli, estava foragido da justiça da Bahia, onde responde por crimes como violência doméstica, roubos e latrocínio. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito havia sido preso no dia 28 de janeiro, em decorrência de um mandado de prisão em aberto por descumprimento de medida protetiva na Bahia.
O crime
A cabeça de Dante Brito Michelini, o Dantinho, de 75 anos, foi encontrada na manhã desta quarta-feira (11), em um canal na região de Meaípe, em Guarapari, área de intenso fluxo de embarcações. O corpo do empresário havia sido encontrado decapitado e parcialmente queimado, em avançado estado de decomposição, no último dia 3, na casa em sítio onde morava, no mesmo município.
A casa foi incendiada e o corpo de Dante foi encontrado em uma varanda. Ele estava de short, sem a cabeça e com uma das pernas quebradas. A posição do corpo indicava que ele poderia estar tentando fugir para a região de mata que cerca a propriedade.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, cabeça transportada dentro de um saco plástico até o canal, amarrada por arama e jogada no fundo do canal com o auxílio de duas pedras. As buscas foram realizadas por mergulhadores do Corpo de Bombeiros, conforme as coordenadas indicadas pelo suspeito. No local, também foi localizada a faca utilizada no crime.
Caso Araceli
Desaparecimento
Araceli Cabrera Crespo foi raptada, drogada, estuprada e morta após sair da escola em 1973. O corpo foi encontrado desfigurado em uma região de mata, em Vitória.
Sem solução
O caso até hoje intriga, pois ninguém foi punido pela morte da menina.
As investigações foram marcadas por fatos desencontrados e diversas versões ao longo dos anos.
Na época, a Justiça chegou a três principais suspeitos: Dante Brito Michelini; seu pai, Dante de Barros Michelini; e Paulo Helal.
Eles foram condenados em 1ª instância, mas depois absolvidos pelo Tribunal de Justiça, por falta de provas.
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