Suspeito de armazenar 7 mil arquivos de abuso sexual de menores é estudante da Ufes
No celular do jovem, 21 anos, foram encontrados 1.000 vídeos e 6.000 fotos com conteúdo pornográfico, incluindo de abuso e exploração sexual infantil
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O jovem, 21 anos, preso em flagrante, na última terça-feira (10), após policiais encontrarem cerca de 1.000 vídeos e 6.000 imagens com conteúdos pornográficos, incluindo de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no celular dele, era estudante da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Durante a operação, que aconteceu no bairro Santa Rita, em Vila Velha, o suspeito, que não teve a identidade divulgada, alegou trabalhar na Prefeitura Municipal de Vila Velha e ser estudante da Ufes, no entanto, não disse em qual curso estava matriculado e nem o setor em que trabalha.
Segundo o chefe da Divisão Patrimonial e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, delegado Brenno Andrade, as investigações tiveram início em janeiro deste ano, após uma empresa internacional informar a Polícia Federal que o suspeito estava armazenando e compartilhando conteúdo de abuso sexual infantil.
"A Polícia Federal, por sua vez, distribuiu para a gente essa informação. Então a gente iniciou a investigação. A Polícia Federal encaminhou os dados brutos. Quem faz todo o trabalho de identificação do criminoso técnica, no caso, e representa pelo mandado de busca e apreensão e também de prisão preventiva, dependendo do caso, são as Polícias Civis", explicou o delegado.
Ainda de acordo com Andrade, o suspeito afirmou ter interesse por conteúdo adulto, no entanto, negou ser favorável ao consumo de conteúdo de abuso e exploração sexual de menores.
"Ele disse que tinha interesse por conteúdo adulto, 18 mais, e que ele não comparecia ou era favorável a material de abuso e exploração sexual infantil. Mas ele foi colocado no grupo que fazia esse compartilhamento de material adulto e, segundo ele, em um desses links que eram postados no grupo, ele fez o download em bloco e dentro desses conteúdos de material adulto tinham vários conteúdos também de abuso e exploração sexual infantil", expôs Andrade.
O delegado também destacou que o perfil de pedófilos tem mudado, uma vez que era mais comum a realização da prática criminosa por homens com idade mais avançada e, atualmente, prisões de jovens envolvidos em crimes como esse tem sido mais frequente. "Hoje a gente está investigando pessoas cada vez mais novas consumindo esse tipo de material, nesse caso, um adulto mais jovem de 21 anos, e causa surpresa na polícia", disse ele.
Na lixeira do celular do jovem foram encontradas várias miniaturas com crianças. Agora, a Polícia Civil irá investigar, com base no celular apreendido, se o suspeito, que deve responder pelos crimes de armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil, também comercializava os arquivos.
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