Servidora investigada é afastada por desvio de recursos públicos na área da saúde
Segundo a Polícia Federa, empresários pagaram propina para a mulher, que trabalha em um hospital público de São Mateus, em troca de favorecimentos
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A Polícia Federal, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a Operação Salvares, que investiga corrupção envolvendo recursos públicos na área da saúde. Uma servidora investigada foi afastada durante a ação, que contou com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e cooperação técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES).
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Vila Velha, São Mateus, e no Rio de Janeiro (RJ), expedidos pela Justiça Federal. Também foram implementadas ordens de sequestro e bloqueio de bens e valores.
De acordo com as investigações, que tiveram início com a Operação Anomia, empresários pagaram propina de 6% dos empenhos para a servidora de um hospital público de São Mateus, em troca de favorecimentos na unidade.
A polícia irá avaliar os contratos do grupo empresarial com o hospital para investigar a potencial prática de crimes contra a administração pública.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros crimes em apuração.
A equipe do Tribuna Online procurou a Polícia Federal para mais informações, e a matéria será atualizada assim que mais detalhes forem obtidos.
PF cumpriu bloqueio de mais de R$3,8 milhões durante Operação Anomia
A Polícia Federal no Espírito Santo implementou 26 ordens de bloqueio de bens e valores que somam R$3.843.552 em investigação de corrupção e desvio de recursos públicos na área da saúde. A operação "Anomia" foi deflagrada em 13 de fevereiro, com cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão em Vila Velha, Vitória, Cariacica, além do Rio de Janeiro (RJ), e São Paulo (SP).
Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações, peculato e associação criminosa. Somadas, as penas para os crimes podem ultrapassar 20 anos de reclusão. A operação envolveu 157 policiais federais, cinco auditores da Controladoria Geral da União (CGU), e contou com a cooperação técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES).
As investigações tiveram início em 2024, após a Polícia Federal interceptar diálogos entre um servidor público e empresários fornecedores de materiais hospitalares e medicamentos, durante a Operação Manuscrito. A PF descobriu que houve uma proposta de pagamento de propina por parte dos empresários, em troca de favorecimento em licitações direcionadas, contratações irregulares e superfaturadas por parte do servidor.
As investigações também apontaram que os empresários usavam, com a conivência do funcionário público, a central de abastecimento farmacêutico de um hospital público como extensão dos estoques de negócios privados, e retiravam materiais para vender novamente a outros clientes.
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